- A Ucrânia impôs sanções a fabricantes estrangeiros de componentes para drones e mísseis russos usados contra o país, avisou o presidente Volodymyr Zelenskiy.
- As sanções, contidas em dois decretos, atingem empresas de China, de países da antiga União Soviética, dos Emirados Árabes Unidos e do Panamá.
- Zelenskiy ressaltou que a produção dessas armas depende de componentes estrangeiros, que a Rússia obtém contornando sanções.
- Na última semana, a Rússia lançou mais de 2.000 drones de ataque, 1.200 bombas guiadas e 116 mísseis contra cidades e regiões da Ucrânia.
- O presidente também anunciou sanções ao setor financeiro russo e a entidades que apoiam o mercado de criptomoedas e a mineração no país.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, anunciou a imposição de sanções a fabricantes estrangeiros de componentes para drones e mísseis russos usados contra a Ucrânia. A ação ocorreu em Kyiv nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, e visa interromper o fornecimento de peças críticas.
Decretos publicados pela presidência identificam como alvos várias empresas chinesas, além de companhias da antiga União Soviética, dos Emirados Árabes Unidos e do Panamá. As sanções abrangem fornecedores de componentes, bem como fabricantes de mísseis e drones.
Contexto do conflito e impactos
Zelenskiy divulgou, também via X, que a Rússia intensificou ataques com drones e mísseis nas últimas semanas, após negociações para encerrar o conflito se arrastarem. Em uma semana, o país registrou mais de 2.000 drones de ataque, 1.200 bombas aéreas guiadas e 116 mísseis diferentes lançados contra cidades.
Os ataques atingem usinas e subestações, levando a apagões prolongados em várias regiões, incluindo a capital Kyiv, onde cortes de energia e aquecimento chegaram a durar até 20 horas.
Abrangência das sanções e outros aspectos
Além das medidas contra o setor de defesa, Zelenskiy informou sanções também ao setor financeiro russo e a entidades que apoiam o mercado e a mineração de criptomoedas na Rússia. As ações visam reduzir a capacidade de Moscou de manter a produção de armamentos.
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