- A União Europeia abriu nesta sexta-feira investigação contra o TikTok por suposto design viciante, apontando prejuízos a crianças e adolescentes e preparando possíveis multas.
- Além do TikTok, há apurações sobre o uso de IA e violações de regras de conteúdo online envolvendo o Grok, chatbot de IA da startup de Elon Musk, e a rede X.
- A Comissão Europeia já mira o Google (Alphabet) por práticas antitruste ligadas à IA e já aplicou multas altas em casos anteriores; a atuação segue para outras big techs.
- O foco europeu também envolve Apple, Amazon, Meta e Microsoft, com investigações, multas ou ordens para mudanças em serviços para garantir competição e proteção de dados.
- As ações reforçam a estratégia da UE de controlar grandes plataformas americanas quanto a competição, dados de usuários e impacto sobre anunciantes e editores.
A União Europeia abriu nesta sexta-feira uma nova rodada de ações contra as big techs americanas, com foco inicial no TikTok, acusado de criar um design que pode viciar crianças e adolescentes. A investigação faz parte de uma sequência de disputas regulatórias entre o bloco e empresas de tecnologia.
Além do TikTok, as autoridades analisam práticas anticompetitivas, uso de IA e violações de regras para conteúdo online. As ações envolvem Google, Apple, Amazon, Meta, Microsoft e X, conforme os desdobramentos mais recentes.
A UE já havia mirado o algoritmo de IA, a publicidade, conteúdos e condutas de marketplaces, com multas e notificações anteriores. A coordenação entre as agências antitruste e regulatórias intensifica a supervisão sobre serviços digitais.
TikTok: design viciante e proteção de menores
O TikTok é acusado de oferecer um design que mantém usuários na plataforma por mais tempo, o que poderia afetar especialmente crianças e adolescentes. A Comissão Europeia cobra providências para proteção de usuários jovens.
A investigação contra o TikTok também se aproxima de questões de transparência de dados e de como a empresa lida com anúncios, segundo fontes oficiais. O caso convoca ajustes que possam reduzir impactos abusivos.
Outros desdobramentos relevantes
X (ex-Twitter) é alvo de investigação sob a Lei de Serviços Digitais, com foco em conteúdo e práticas de moderação, além de dados de usuários. Autoridades francesas já requisitaram depoimento de executives da plataforma.
Alphabet, por meio do Google, enfrenta várias frentes: uso de conteúdos de editores para IA, publicidade e serviços de comparação de preços, em investigações e recursos que continuam em aberto.
Apple tem histórico de multas e controles em diversos países, incluindo questões sobre a App Store e serviços de pagamento. Reguladores apontaram abusos de posição de mercado e exigências para maior abertura de serviços.
Meta, responsável pelo WhatsApp e Instagram, aguarda desdobramentos de uma investigação sobre uso de IA e práticas que favoreceriam suas plataformas de comércio e anúncios. Reguladores destacam operações de dados e concorrência.
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