- Guanipa foi detido novamente poucas horas após ser liberado, acusado de violar as medidas cautelares que o impedem de falar publicamente sobre o caso.
- O Ministério Público afirmou que a nova detenção ocorreu por descumprimento das regras de liberdade; Corina Machado chamou o episódio de sequestro.
- A libertação ocorreu pouco antes da aprovação, na terça-feira 10, de uma lei de anistia geral pretendida pela oposição.
- Outros aliados próximos a Machado também foram soltos no mesmo dia, e a ONG Foro Penal registrou dezenas de novas liberações desde 8 de janeiro.
- A família de Guanipa pediu prova de vida; Machado havia saído da Venezuela para receber o Nobel e denunciar fraude na eleição de 2024.
Juan Pablo Guanipa, aliado de María Corina Machado, foi detido poucas horas após deixar a prisão na Venezuela. Segundo o Ministério Público, a nova detenção ocorreu por violar as condições de liberdade, entre elas o impedimento de falar publicamente sobre o caso.
Machado denunciou o que chamou de sequestro de Guanipa. O MP informou que o político estava sujeito a medidas cautelares, incluindo restrições de comunicação sobre o processo. Guanipa havia recuperado a liberdade por menos de um dia.
O episódio ocorreu em meio a expectativa de uma lei de anistia geral, anunciada pela presidente interina Delcy Rodríguez após a captura de Nicolás Maduro. A legislação visa, em tese, libertar presos políticos. Outros integrantes próximos a Machado também deixaram a prisão no domingo.
Novo ciclo de liberações
A ONG Foro Penal registrou 35 novas liberações no fim de semana, elevando o total de detentos soltos desde 8 de janeiro para quase 400. A medida ocorre enquanto o governo observa um movimento oposicionista intenso no país.
Entre os libertados esteve Perkins Rocha, assessor jurídico de Machado, que deixou a prisão com medidas cautelares severas. Rocha havia sido preso em 27 de agosto de 2024 e residia em Caracas, com fotografias da viatura policial divulgadas pela imprensa local.
Freddy Superlano, outro colaborador de Machado, também foi solto no domingo, segundo a ONG. Ele atuava na campanha pré-eleitoral da oposição e foi detido dois dias após a reeleição contestada de Maduro.
Ramificações políticas seguem sendo observadas no Parlamento venezuelano, onde Guanipa já ocupou a vice-presidência e chegou a governar o estado de Zulia, mas não prestou juramento à Assembleia Constituinte instaurada por Maduro.
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