- Joswar Torres, venezuelano, was detido pelo ICE em junho de 2025 em Spokane, Washington, mesmo com liberdade condicional humanitarian e pedido de asilo pendente.
- Um juiz federal determinou que seus direitos constitucionais foram violados e o liberou após sete meses de custódia, concedendo-lhe parole humanitário.
- A detenção desencadeou protesto em Spokane, com cerca de duas mil pessoas, que chegou a impedir transporte do ICE; dois casos de confronto ocorreram, com danos a veículos.
- Os promotores pedem seis anos de prisão para Bajun Mavalwalla, veterano de guerra afegão, e houve acusações de conspiração contra nove manifestantes; Ben Stuckart recebeu dezoito meses de liberdade condicional após acordo.
- O juiz James Robart afirmou que o DHS não considerou fatos individuais de Torres, reconhecendo abuso de discricionariedade administrativa; o caso integra a pauta de petitions de habeas corpus e debates sobre detenções de imigrantes.
Joswar Torres, venezuelano detido pela ICE, foi solto após sete meses de custódia em Washington. A libertação ocorreu após decisão de um juiz federal que reconheceu violação de direitos constitucionais durante sua detenção, apesar de ter pedido habeas corpus e de ter entrada de asilo em análise.
O caso ganhou repercussão após uma manifestação com quase 2 mil pessoas em Spokane e Tacoma, em Washington, em oposição à detenção de Torres e de outro migrante. A protesto envolveu bloqueio a um transporte da ICE e, em alguns momentos, confronto com agentes federais, com registros de vidro de veículo policial quebrado e pneus cruzados.
Em agosto de 2025, Torres havia sido detido durante um comparecimento de rotina no DHS em Spokane, mesmo com a solicitação de asilo pendente e expectativa de liberdade humanitária. A decisão judicial destacou que as autoridades não consideraram fatos individualizados que justificassem a detenção.
O veredito do juiz James Robart apontou que a DHS agiu além do permitido e violou a Constituição, ao não avaliar devidamente as circunstâncias de Torres. A defesa afirmou que o tribunal tem goodwill para revisar casos de habeas, enquanto o governo sustentou a legalidade de suas ações.
Entre os envolvidos no episódio, outro migrante, Bajun Mavalwalla, enfrenta até seis anos de prisão caso condenado. O caso está previsto para seguir a júri em Spokane em maio, com a acusação mantendo a linha de endurecimento sobre demonstrações oposicionistas.
A prefeitura local destacou que o ex-presidente da câmara municipal de Spokane, Ben Stuckart, chegou a acordo com os promotores em dezembro, com 18 meses de probation por conspiracy to impede ou injure um oficial federal. Ele participou de ações públicas que incentivaram o protesto, e permanece sob monitoramento institucional.
Stuckart postou imagem com Torres após a libertação, agradecendo aos apoiadores e às pessoas que contribuíram para a defesa. Torres agradeceu aos apoiadores, expressando gratidão pela liberdade e pela solidariedade com imigrantes no país.
Segundo a defesa, a decisão de libertar Torres reforça a necessidade de avaliação individualizada em casos de detenções ligadas a processos de imigração. Autoridades do DHS afirmaram que o sistema deve cumprir a lei e que as ações de endurecimento continuarão conforme a legislação vigente.
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