- Cuba informou às companhias aéreas internacionais que, a partir de segunda-feira, não haverá combustível para aviação no país, afetando principalmente companhias dos Estados Unidos, Espanha, Panamá e México.
- O governo cubano também fechou hotéis e realocou turistas internacionais devido à escassez de combustível e a medidas de contenção.
- O turismo, setor chave da economia cubana, já vinha em queda, com redução expressiva de visitantes em 2025 e baixa de recebimentos de divisas.
- A crise é atribuída pela ilha à “asfixia” econômica imposta pelos Estados Unidos, que intensificou pressões diplomáticas e sanções, impactando petróleo e insumos.
- O governo prepara um “plano multissectorial de contingência” para reduzir consumo de energia no turismo, com medidas como cortes de horários, teletrabalho e cancelamento de eventos, ante o agravamento da crise.
Cuba informou que, a partir de segunda-feira, não terá combustível para a aviação, o que impactará diversas rotas internacionais. O anuncio envolve o setor turístico, principal fonte de divisas, além de afetar operações de companhias aéreas. A medida é parte de um conjunto de ações para enfrentar a escassez de combustível.
Autoridades cubanas citam dificuldades de abastecimento provocadas por sanções e restrições econômicas como causas da crise. O governo já havia anunciado fechamento de hotéis e realocação de turistas para reduzir o consumo de energia e otimizar instalações. A situação compõe o cenário de aperto econômico.
Segundo informações da agência EFE, as principais companhias afetadas são operadoras dos Estados Unidos, Espanha, Panamá e México. Empresas ainda não comunicaram como irão reagir diante da falta de combustível para voos programados a partir de segunda-feira.
Averigua-se que o turismo, que contribui com receitas e empregos, passa por queda de visitantes. Dados oficiais indicam redução nas chegadas em 2025 e 2024, com impactos diretos em hotéis, serviços e nas finanças públicas. O governo prepara um plano de contingência multissetorial.
Contexto econômico e diplomático
O presidente Miguel Díaz-Canel sinalizou disposição para diálogo com Washington como parte de respostas à crise, reconhecendo o peso das medidas de pressão externa. O governo detalha medidas de contenção para a temporada alta, buscando manter funcionamento básico de serviços essenciais.
Enquanto isso, circulam relatos de filas por combustível em cidades, com impacto também na oferta de itens básicos. O anúncio sobre a aviação ocorre em meio a mudanças no cenário diplomático e a interrupções no abastecimento de petróleo de países aliados, ampliando a incerteza sobre o curto prazo para o turismo cubano.
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