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EUA financiarão liberdades de expressão na Europa, diz representante de Trump

EUA financiará iniciativas de livre expressão na Europa, diz oficial de governo, acusando regras da UE e do Reino Unido de censura

U.S. President Donald Trump speaks during the National Prayer Breakfast in Washington, D.C., U.S., February 5, 2026. REUTERS/Al Drago
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  • A Administração Trump vai financiar iniciativas de livre expressão em países ocidentais aliados, segundo um alto funcionário do Departamento de Estado durante viagem à Europa.
  • Washington critica regras online da União Europeia e do Reino Unido — como o Digital Services Act e a Online Safety Act — por supostamente restringirem a liberdade de expressão, especialmente sobre políticas migratórias; defensores dizem que as regras combatem discurso de ódio e desinformação.
  • A subsecretária de Estado para Diplomacia Pública, Sarah Rogers, lidera o esforço e fará encontros em Dublin, Budapeste, Varsóvia e Munique, com foco em liberdade de expressão e liberdade digital; o Departamento de Estado ressaltou que Rogers pode direcionar financiamentos nos Estados Unidos.
  • Um relatório do Financial Times afirmou que Rogers discutiu com o partido Reform, da oposição britânica, a possibilidade de financiar think tanks e organizações alinhadas às políticas de “Make America Great Again”; o Departamento de Estado não confirmou financiamentos específicos, dizendo tratar-se de uso transparente de recursos.
  • A estratégia de segurança nacional dos EUA, em dezembro, acusou líderes europeus de censurar a liberdade de expressão e de suprimir críticas a políticas migratórias; Rogers afirmou que há apoio amplo na Europa para questões de liberdade de expressão, citando pesquisas sem detalhar.

O governo dos Estados Unidos afirmou que financiará iniciativas de liberdade de expressão em países ocidentais aliados, durante visita europeia destinada a contestar regulações que chamam de censura. A declaração foi feita por uma autoridade sênior do Departamento de Estado na terça-feira.

Sob a direção de Sarah Rogers, que tem atuado como liderança nesse esforço, a equipe norte-americana planeja discutir liberdade de expressão e liberdade digital com autoridades em Dublin, Budapeste, Varsóvia e Munique. A visita ocorre em contexto de críticas a regras europeias.

Segundo a pasta, Rogers destacou que o trabalho será conduzido de forma transparente, com financiamento por meio de subsídios para defender democracias ocidentais. A fala ocorreu em um painel em Budapeste, na presença de assessores.

A administração tem se oposto a regras como a Lei de Serviços Digitais da UE e a Lei de Segurança Online do Reino Unido, acusando-as de restringirem críticas a políticas de imigração e de impor encargos a empresas de tecnologia dos EUA.

Relatórios da imprensa indicam que Rogers teve conversas sobre financiamento de think tanks e organizações alinhadas a políticas associadas ao slogan Make America Great Again. A Casa Branca, porém, não confirmou tais planos específicos.

O documento de Estratégia de Segurança Nacional divulgado em dezembro afirmou que líderes europeus censuram a liberdade de expressão e pressionam contra oppositores a políticas migratórias. Autoridades europeias tinham reagido a medidas anteriores dos EUA.

Além disso, Washington impôs vistos a um ex-comissário da UE e a quatro ativistas anti-desinformação, alegando envolvimento com censura de plataformas de mídia social. Representantes europeus condenaram as sanções e defenderam o direito de legislar sobre atuação de empresas estrangeiras.

Rogers afirmou, em Budapeste, que os Estados Unidos não estão em desacordo com a maioria dos europeus em temas como migração, citando pesquisas, sem detalhar os números. A oficial ressaltou a importância da liberdade de expressão para a governança.

Plano de financiamento

A administração sinalizou que a atuação busca promover liberdade de expressão nos democracias ocidentais, com repasse de recursos para organizações escolhidas por meio de acordos de subvenção. O objetivo é apoiar valores dos EUA no exterior.

Especialistas ouvidos criticaram a possibilidade de financiamento de entidades ligadas a políticas domésticas norte-americanas, mas a autoridade do Departamento de Estado indicou que as ações visam interesses e valores dos EUA no exterior.

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