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Tribunal iraniano condena Nobel da Paz a sete anos e meio de prisão

Nova condenação de sete anos e meio eleva para oito o total de sentenças contra Narges Mohammadi em vinte e cinco anos de ativismo contra o regime iraniano

FILE PHOTO: Iranian human rights activist and the vice president of the DHRC Narges Mohammadi. Mohammadi family/REUTERS/File
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  • Tribunal do Irã condena Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz de 2023, a mais sete anos e meio de prisão, totalizando várias sentenças ao longo de 25 anos de ativismo.
  • A detenção ocorreu em doze de dezembro de dois mil e vinte e cinco, em Mashhad, após discurso em cerimônia em memória de um advogado morto.
  • O advogado Mostafa Nili informou que a ativista foi condenada a seis anos por reunião e conspiração para cometer crimes, além de ficar dois anos sem sair do país; já tinha 18 meses por atividades de propaganda e dois anos de exílio.
  • Conforme a lei iraniana, as penas não são cumpridas consecutivamente; há possibilidade de recurso e de libertação temporária para tratamento médico devido à saúde debilitada.
  • A família enfrenta pressão do governo desde a prisão, com invasão da casa em Mashhad em janeiro; os filhos vivem em Paris e a última ligação ocorreu em dezoito de dezembro.

O Tribunal do Irã isotou a nova condenação de Narges Mohammadi, Nobel da Paz em 2023, em uma soma de sete anos e meio de prisão. A decisão foi confirmada pelo advogado da ativista, que aponta oito sentenças contra ela ao longo de 25 anos de atuação crítica ao regime de Teerã.

Mohammadi, de 53 anos, já respondia por outros processos penais, incluindo condenação anterior a 18 meses por atividades de propaganda e dois anos de exílio na província de Khorasan do Sul. A nova pena soma-se aos registros de prisão, com a realização de greve de fome recente como parte de protestos.

A detenção ocorreu em 12 de dezembro de 2025, na cidade de Mashhad, nordeste do país, após Mohammadi discursar em memória de um advogado encontrado morto. A defesa afirma que a ativista pode cumprir a pena de forma não consecutiva, conforme a legislação iraniana, e que pode haver recurso.

Entre as condições adicionais, o advogado Mostafa Nili mencionou a possibilidade de a curvar a saúde debilitada de Mohammadi permitir uma libertação temporária para tratamento médico, caso se confirme o pedido. Mulher tem histórico de problemas cardíacos, agravados por questões de saúde durante o cárcere.

A defesa também destacou que Mohammadi vem lutando por direitos civis, incluindo o direito de telefonar, acesso a advogados no Irã e visitas, com o apoio de advogada Chirinne Ardakani, que está em Paris. A ativista já havia denunciado pressão familiar desde a prisão.

Síntese de contexto: Mohammadi é reconhecida internacionalmente por sua crítica à repressão de direitos humanos no Irã. Em 2024, houve libertação provisória por motivos médicos após cirurgia, e a família, que vive em Paris, não mantém contato frequente.

Ações recentes também incluem relatos de agressões e negação de assistência médica durante o período de detenção, segundo fontes não identificadas citadas pela imprensa. A situação de Mohammadi é descrita como de risco à saúde, com colegas detidos recentemente descrevendo o estado físico como alarmante.

A organização que carrega o legado da ativista informou que agentes de segurança invadiram a casa da família em Mashhad no início do ano, em uma sequência de pressão sobre familiares próximos. Mohammadi não vê os dois filhos desde 2015, e a última comunicação ocorreu em dezembro.

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