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Casa Branca de Trump se opõe a plano israelense de ampliar controle na Cisjordânia

Casa Branca reafirma oposição à anexação da Cisjordânia, enquanto Israel avança com medidas para ampliar controle e assentamentos

A Palestinian woman walks on the road in the Jordan Valley, in the West Bank. Israel has been criticised for its plans to increase its control over West Bank territory.
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  • O conselho de segurança de Israel aprovou medidas que ampliam assentamentos na Cisjordânia, incluindo facilitar a compra de terras por judeus.
  • As mudanças preveem transferir autoridade sobre licenças de construção de assentamentos para Israel e facilitar o registro de terras, dificultando controles.
  • O pacote também amplia o controle israelense sobre áreas sob autoridade da Autoridade Palestina, incluindo Hebrom, e sobre dois sítios religiosos próximos a Bethlehem e Hebrom.
  • Reações internacionais foram críticas: o Reino Unido pediu reversão das decisões; a ONU disse estar gravemente preocupada e chamou atenção para riscos à solução de dois Estados.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou oposição à anexação; o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve se reunir com Trump nos Estados Unidos na quarta-feira. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, disse que as mudanças visam aprofundar raízes na Terra de Israel e inviabilizar a ideia de um Estado palestino.

O gabinete de segurança de Israel aprovou medidas que aumentam o controle sobre a Cisjordânia e facilitam a expansão de assentamentos na região ocupada. As decisões, anunciadas no domingo, permitem que judeus comprem terras na Cisjordânia diretamente e ampliam a presença de autoridades israelenses em áreas sob domínio da Autoridade Palestina. Não há indicação de quando as mudanças entrarão em vigor, já que não exigem aprovações adicionais.

As ações incluem a revogação de uma lei de 1967 para tornar os registros de terras públicos, além de transferir parcialmente a competência sobre licenças de construção de assentamentos em Hebrom para Israel. Também ampliam o controle sobre dois locais religiosos importantes, Rachel’s Tomb e a Caverna dos Patriarcas. Em Hebrom, a cidade mais afetada, a mudança ampliaria a influência de Israel sobre obras locais.

Enquanto isso, o governo dos EUA reiterou a oposição à anexação da Cisjordânia, afirmando que a estabilidade da região ajuda a promover a paz. Reações internacionais foram rápidas: o Reino Unido condenou as medidas e pediu reversão, destacando que mudanças unilaterais violam o direito internacional. O secretário-geral da ONU expressou grave preocupação e lembrou que mudanças podem comprometer a solução de dois estados.

Medidas aprovadas pelo gabinete de segurança

As decisões também preveem transferência de autoridade sobre licenças de construção de assentamentos para áreas palestinas, com foco em tornar mais fácil a aquisição de terras por israelenses na região. O governo israelense sustenta que as alterações fortalecem vínculos históricos com a terra, enquanto críticos consideram que aumentam a ocupação.

Reações internacionais

A Sala de imprensa da ONU destacou a preocupação com o potencial de desestabilizar o processo de paz. Países árabes e parceiros internacionais condenaram as medidas, citando riscos à viabilidade de um Estado palestino e ao direito internacional. O porta-voz ressaltou que a comunidade internacional observa os desdobramentos com atenção.

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