- Na Tailândia, o Bhumjaithai é o maior partido do parlamento com 193 cadeiras, não chegando à maioria, o que implica coalizões prováveis; o referendo para uma nova constituição, criada para substituir a atual elaborada pela junta, também foi aprovado por cerca de sessenta por cento dos votos.
- Oposição e coalizões: o Pheu Thai pode ceder espaço em governo de minoria, enquanto Kla Tham surge como potencial parceiro menor; o People’s Party irá liderar a oposição e criticou o acordo com o governo.
- Desafios econômicos: a economia tailandesa apresenta crescimento fraco e elevada dívida; o Bhumjaithai prometeu medidas para retomar o crescimento, mas resta ver se technocratas recrutados conseguirão avançar reformas mais profundas.
- Myanmar: a junta anunciou a criação de uma nova Junta Suprema de Consultoria, com cinco membros, para aconselhar questões de segurança, estado de direito e relações externas, mantendo o poder de Min Aung Hlaing.
- Filipinas: o presidente Marcos Jr. teve o impeachment rejeitado pela Câmara dos Deputados, mas sua popularidade segue em queda e Sara Duterte desponta como favorita para 2028.
A vitória dos conservadores na Tailândia domina a campanha eleitoral, com o Bhumjaithai Party surgindo como a maior bancada no parlamento, ainda sem maioria. A votação ocorreu em meio a debates sobre uma nova constituição proposta pelo público.
A eleição consolidou Anutin como figura central, que capitalizou o patriotismo e a contenção de reformas constitucionais da monarquia. A dissidência, liderada pelo Partido Popular, recuou, enquanto o Pheu Thai avaliou alianças para manter protagonismo.
Com quase todos os votos contados, o Bhumjaithai tem 193 assentos e precisa de coalizões para ultrapassar 250. O caminho inclui Kla Tham, mas há necessidade de apoio adicional para consolidar governo estável.
Paralelamente, houve a aprovação de um referendo para redigir uma nova constituição, substituindo a atual, fruto de um governo militar. A expectativa é de que o resultado reflita uma demanda por reformas, ainda que não modifique o papel da monarquia.
A disputa externa aparece como pano de fundo, com o ritmo econômico do país sendo uma preocupação. A campanha incluiu políticas de estímulo de consumo, mas especialistas destacam a necessidade de reformas estruturais para sustentar o crescimento.
Myanmar
Myanmar anunciou a criação de um novo órgão governamental, o Union Consultative Council, com cinco membros. O objetivo é assessorar assuntos de segurança, Estado de direito, relações internacionais e legislação, sem usurpar poderes executivos ou judiciais.
Observadores sugerem que o objetivo é manter o controle do general Min Aung Hlaing, mesmo com estruturas novas. A possível hipótese é o presidente atuar como titular, mantendo a influência por meio da presidência do conselho.
Filipinas e China no radar regional
O presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., afastou acusações de impeachment após votação na Câmara. A aprovação pública permanece baixa, o que alimenta incertezas sobre 2028, quando Sara Duterte aparece como favorita.
Na Ásia, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, visitou a Malásia para ampliar cooperação econômica e tecnológica, com foco em comércio e uso de moeda local em relações bilaterais. A visita ressalta a busca por aliados diante de tensões com EUA e China.
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