- Cuba é prioridade na agenda internacional do governo mexicano, com Sheinbaum frequentemente destacando a ajuda humanitária e a “asfixia econômica” impostas pelos Estados Unidos.
- A defesa de Cuba ganha apoio dentro do partido Morena, com vozes no parlamento, na presidência do partido e próximas a Sheinbaum enfatizando a proximidade com La Habana.
- Luisa Alcalde e Carolina Rangel visitaram a embaixada cubana, recebendo agradecimentos de autoridades cubanas e reforçando o sentimento de solidariedade histórica com o povo cubano.
- No domingo, dois barcos da Armada mexicana partiram de Veracruz com oitocentos e quatorze toneladas de víveres em direção a Cuba, buscando manter cooperação sem antagonizar sanções americanas.
- A relação entre México e Cuba se sustenta em tradições diplomáticas de autodefesa e equilíbrio com os Estados Unidos, mantendo contatos que remontam à era sik de cooperação econômica e médica.
Cuba é destaque na agenda externa do governo mexicano diante da pressão dos EUA, em meio a um cenário econômico cada vez mais desafiador para a ilha. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, tem sido alvo de reiteradas manifestações de apoio por parte de autoridades mexicanas, especialmente do grupo governista Morena.
A ajuda humanitária mexicana ganhou contornos práticos: no domingo, dois barcos da Armada deixaram Veracruz levando 814 toneladas de víveres para Cuba. O objetivo é manter cooperação sem esgotar os laços com Washington, que tem imposto sanções ao país caribenho.
Paralelamente, a posição oficial no México reforça o caráter humanitário da assistência. A presidente Claudia Sheinbaum tem repetidamente afirmado que o envio busca solidariedade ao povo cubano, sem colocar em risco a integridade do país.
Emabel, nomes do partido Morena e aliados próximos, como Luisa Alcalde e Carolina Rangel, destacam o peso ideológico do tema dentro da legenda. Visitas à Embaixada de Cuba reforçaram o tom de apoio institucional.
Díaz-Canel agradeceu publicamente o gesto de aliados mexicanos, mencionando a cooperação entre os dois governos. Fontes próximas à presidência indicam que há “afeto histórico” pela população cubana, apesar de eventuais divergências internas no partido.
Mexico mantém canal de diálogo com Havana, incluindo negociações para reabrir o abastecimento de petróleo. A pressão dos EUA se intensificou após ações contra a Venezuela, elevando a relevância da relação México-Cuba no tabuleiro regional.
Histórico diplomático registra que o México, desde a Revolução, sempre buscou respeitar a soberania e evitar intervencionismo. A estratégia atual busca equilíbrio entre apoio a Cuba e preservação de relações amplas com os Estados Unidos.
Desde a última década, o acordo com Cuba envolveu petróleo em troca de serviços médicos. A continuidade desse arranjo, mesmo diante de novas medidas norte-americanas, aparece como elemento-chave da política externa mexicana sob o governo de Sheinbaum.
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