- Analistas dizem que a frota sombra iraniana, com 29 navios avaliados, é composta por cascos velhos e de manutenção precária, representando risco de derramamento catastrófico no momento oportuno.
- Navios desligaram seus sistemas AIS após a apreensão de um navio venezuelano pelos EUA; metade tem mais de vinte anos, aumentando preocupações de segurança.
- Navios dessa frota costumam ficar sem seguro, o que transferiria o custo de limpeza de derrames para o país onde o acidente ocorrer, estimado entre 860 milhões e 1,6 bilhão de dólares.
- Doze de incidentes envolvendo frotas sombrias já foram relatados globalmente, com derramamentos atribuídos a frotas russas; a frota iraniana, porém, tem recebido pouca fiscalização.
- O estudo recomenda monitoramento por satélite, inspeções portuárias mais rigorosas e sanções aos proprietários de navios de alto risco; a Organização Marítima Internacional busca diretrizes mais claras.
Decrepitas, as embarcações da chamada “shadow fleet” do Irã operam no encalço de sanções, e especialistas as classificam como uma ameaça ambiental iminente. Analistas da Pole Star Global afirmam que um desastre com derramamento de óleo é questão de tempo.
A avaliação aponta 29 navios iranianos que ficaram sem identificação por satélite após a primeira apreensão de um navio-tanque venezuelano. Metade tem mais de 20 anos, e o estado de manutenção é estratégico para a segurança, agravando o risco de falhas graves no transporte de petróleo.
Além disso, sete dos 29 navios estão em risco extremo por idade superior a 25 anos, com três superando 30 anos. Várias embarcações, mesmo com porte de grandes cargueiros de petróleo, não contam com seguro, transferindo custos de limpeza para as comunidades afetadas.
Análise e riscos
A combinação de idade avançada, ausência de seguro oculta e padrões de manutenção reduzidos eleva o potencial de danos ambientais catastróficos. Um único acidente poderia gerar manchas tóxicas que se estenderiam por milhares de quilômetros quadrados.
Segundo especialistas, derramamentos de grandes proporções podem impactar ecossistemas marinhos, litoral e a saúde humana, além de prejudicar atividades econômicas locais. O custo de limpeza pode chegar a dezenas de milhões de dólares.
Resposta internacional
A análise recomenda monitoramento por satélite mais rígido, inspeções portuárias mais severas e recusa de entrada a navios que não demonstrem segurança. Medidas contra proprietários beneficiários também são sugeridas, embora haja sinal de cooperação internacional limitada.
O International Maritime Organization continua a revisar regras para aumentar transparência, registro de países de origem e cooperação entre Estados. Em resposta, o governo britânico informou ações para dificultar a passagem de embarcações associadas a atividades sancionadas.
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