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Hackers patrocinados pelo Estado visam funcionários do setor de defesa diz Google

Hackers apoiados por Estados visam empregados do setor de defesa, inclusive no recrutamento, ampliando o alcance para cadeias industriais da UE e EUA

Google has also noticed more extortion attacks targeting smaller players not directly in the defence supply chain.
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  • Relatório do Google aponta que hackers ligados a Estados visam funcionários do setor de defesa, incluindo recrutamento e processos de contratação.
  • As campanhas são descritas como uma “barragem contínua” de operações de ciberespionagem, principalmente contra cadeias industriais da União Europeia e dos Estados Unidos.
  • O alvo se ampliou para a base industrial mais ampla, desde fabricantes aeroespaciais alemães até montadoras no Reino Unido.
  • Autoridades destacam que ataques estão se tornando mais “personalizados”, atingindo diretamente indivíduos, muitas vezes fora da rede corporativa.
  • Além disso, grupos estatais têm usado táticas contra empresas menores fora da cadeia de suprimentos, como golpes de recrutamento e uso de IA para perfis de funcionários.

O Google revelou um relatório que aponta ataques cibernéticos patrocinados por estados contra setores de defesa, com foco direto em funcionários e processos de contratação. A pesquisa foi publicada antes da Munich Security Conference.

Segundo o estudo, há uma “batalha incessante” de operações cibernéticas, em sua maioria conduzidas por grupos estatais, que miram cadeias de suprimentos industriais da UE e dos EUA. O alvo vai além de grandes fabricantes, atingindo entre os investidores e fornecedores.

A análise destaca que as investidas se tornaram mais personalizadas e diretas, atingindo funcionários em sistemas pessoais e fora das redes corporativas. Assim, o componente humano aparece como tema central das ameaças.

Além de ataques de extorsão, o relatório aponta que empresas menores fora da cadeia de defesa também sofrem pressões, como montadoras e fabricantes de componentes. O objetivo é obter ganhos financeiros diretos.

Um ataque recente ligado a serviços de inteligência russos mostrou a amplitude da tática: hackers tentaram roubar dados ao spoofar sites de centenas de contratantes de defesa de diversos países, incluindo Reino Unido, EUA e Alemanha.

A operação também envolve golpes contra contas de militares ucranianos, jornalistas e autoridades públicas, com métodos e falhas que podem ser adotados por outros agentes. O objetivo é comprometer informações sensíveis.

Ao todo, autoridades ucranianas relatam aumento de 37% em incidentes cibernéticos entre 2024 e 2025, segundo a secretária do Conselho de Segurança Econômica do país, Ilona Khmeleva.

Fora da Europa, grupos similares continuam a adotar técnicas de recrutamento para atacar fornecedores de defesa. Há casos de uso de IA para criar perfis de funcionários e identificar alvos potenciais para o comprometimento inicial.

No caso norte-coreano, hackers se passaram por recrutadores corporativos em campanhas contra grandes contratados da defesa, com perfis detalhados de funcionários, cargos e salários para encontrar vulnerabilidades. O governo norte-coreano seria financiado por salários obtidos com esses golpes.

Há relatos de que os ataques também visam portais de empregos falsos. Grupos iranianos criaram sites de vagas simulados para obter credenciais de empresas de defesa e de drones. A prática amplia o raio de vítimas.

O Google destacam que, conforme tecnologia ocidental se integra à Ucrânia, o conjunto de potenciais alvos se amplia para além de cidadãos locais, abrangendo funcionários de empresas estrangeiras, contratados e consultores envolvidos em projetos relacionados ao país.

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