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Justiça italiana nega troca de juízes em ação de extradição de Zambelli

Justiça italiana nega troca de juízes na extradição de Carla Zambelli; julgamento segue para quarta, após defesa anunciar recurso

Zambelli disse ter "máximo respeito" aos magistrados, mas citou situação no Brasil para alegar insegurança. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
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  • A Corte de Apelação de Roma negou nesta terça-feira (10) a troca dos juízes que analisarão a extradição da ex-deputada Carla Zambelli.
  • A defesa informou à Gazeta do Povo que vai recorrer ao Tribunal de Cassação; o julgamento está previsto para ocorrer nesta quarta-feira (11).
  • A extradição, originalmente marcada para o dia 20 de janeiro, foi suspensa para a análise do requerimento de suspeição, feito oralmente com a assistência de tradutor.
  • A defesa afirma que a corte iniciou o julgamento com sentença preconcebida e alega que não houve direito de incluir testemunhas e provas; também critica supostas ligações do representante da Advocacia-Geral da União com o ex-primeiro-ministro Paolo Gentiloni.
  • A Itália solicitou informações ao Brasil sobre as condições da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde Zambelli ficaria; para a defesa, o local não apresentaria condições mínimas de respeito aos direitos humanos.

A Corte de Apelação de Roma negou, nesta terça-feira, a troca de juízes responsável pela análise da extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A defesa informou à Gazeta do Povo que pretende recorrer ao Tribunal de Cassação. O caso segue para julgamento nesta quarta-feira.

A extradição vinha sendo examinada para o dia 20 de janeiro, mas foi suspensa para que a corte avaliasse o requerimento de suspeição apresentado oralmente com o auxílio de tradutor. Zambelli afirmou ter respeito pelos magistrados, mas ressaltou receio de um julgamento parcial devido à sua situação no Brasil.

O advogado Fábio Pagnozzi defendeu a tese de suspeição, alegando que a Corte pretendia encerrar o processo com uma sentença previamente definida e sem permitir a oitiva de testemunhas ou apresentação de provas. Outro integrante da defesa criticou a atuação do representante da AGU no caso, Alessandro Gentiloni, sobrinho do ex-primeiro-ministro Paolo Gentiloni.

Próximos passos

A Itália solicitou informações ao Brasil sobre as condições da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde Zambelli ficaria caso a extradição seja concluída. A defesa sustenta que o local não atenderia aos padrões mínimos de direitos humanos.

Zambelli foi condenada no Brasil por supostamente pagar para invadir sistemas do CNJ e, por isso, cumpre uma pena de dez anos de prisão no país. Ela viajou à Itália, onde possui cidadania, e foi presa após entrar na lista da Interpol. A extradição depende das decisões judiciais italianas e de eventuais recursos.

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