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Líder de grupo armado birmanês diz que mundo ignora ataques aéreos letais da junta

Chefe de grupo étnico em Mianmar acusa comunidade internacional de ignorar bombardeios da junta, destacando atuação da China para conter o conflito

General Yawd Serk, Chairman of the Restoration Council of Shan State (RCSS/SSA), talks during an interview with Reuters in Chiang Mai, Thailand March 27, 2021.
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  • O chefe do Conselho de Restabelecimento do Estado de Shan (RCSS), General Yawd Serk, afirmou que a comunidade internacional ignora os ataques aéreos da junta contra civis e que apenas a China estaria intervindo no conflito.
  • Serk apontou que civis sofrem e pediu que a comunidade internacional não compre o silêncio, citando ataques a mais de mil locais civis em quinze meses, segundo o Myanmar Peace Monitor.
  • A declaração ocorreu dias depois de a junta promover uma eleição que consolidou seu poder, em meio a uma entrevista com a imprensa pela primeira vez em anos.
  • O RCSS controla área estratégica entre a China e a Tailândia, com base em Loi Tai Leng, no entorno fronteiriço tailandês.
  • Serk pediu construção de confiança entre as várias facções armadas e defendeu solução política com a criação de um exército federal; a China foi apontada como intervindo no conflito.

O líder de uma das principais forças armadas étnicas de Myanmar afirmou que a comunidade internacional vem ignorando os ataques aéreos do regime militar contra civis, adotando apenas a China como intervenção no conflito. A declaração ocorreu em Loi Tai Leng, base montanhosa próxima à fronteira com a Tailândia, durante a primeira coletiva com a imprensa em anos.

Yawd Serk, presidente do Conselho de Restauração do Estado de Shan (RCSS), disse que os bombardeios aumentaram e citou dados do Myanmar Peace Monitor, que apontam mais de 1.000 locais civis atingidos em 15 meses. Ele ressaltou a falta de um aliado confiável para a população.

O líder, que comanda uma força que controla território estratégico entre China e Tailândia, participou de uma parada após as comemorações do Dia Shan, perto de sua base. Ele enfatizou a necessidade de diálogo político entre as facções armadas e o governo militar.

Intervenção chinesa

O RCSS relatou que a China atua como fator de equilíbrio regional, pressionando algumas facções a interromper ofensivas para estabilizar o regime. Pequim afirmou que seu papel é promover o diálogo e a reconciliação, destacando interesses ligados a projetos de infraestrutura da Belt and Road.

Segundo a RCSS, o cenário tornou-se de “paisagem fraturada” com deslocamento de alianças, especialmente após o golpe de 2021. Além disso, o grupo rivalizou com forças que perderam território para avançar sobre a fronteira chinesa.

Yawd Serk afirmou que, apesar das pressões regionais, a busca é por solução política e por uma força militar federal que subordine o conflito. Ele acrescentou que o governo futuro será avaliado por suas ações, não por promessas.

Contexto político recente

O dia anterior contou com uma parada de cerca de 1.000 soldados ligados ao regime, em um desfile que ocorreu próximo à sede fronteiriça do RCSS. O evento reforçou o controle militar sobre áreas estratégicas do estado de Shan.

O governo de Min Aung Hlaing divulgou que continuará buscando o combate a “terroristas” e pediu que grupos étnicos abandonem a luta armada e entrem em negociações de paz. A reação de organizações étnicas permanece ambivalente, com apelos por unidade e diálogo.

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