- Israel aprovou medidas da segurança que ampliam o controle israelense sobre áreas da Cisjordânia, com o objetivo de fortalecer assentamentos e impedir a criação de um estado palestino.
- As regras facilitam descobrir quem possui terras na região e permitem, em alguns casos, que não árabes comprem imóveis; também transferem licenças de construção em Hebrom para a administração civil israelense.
- A transferência inclui o controle de Rachel’s Tomb para as autoridades israelenses e revoga uma lei da era jordânia que proibia venda de terras a não árabes.
- Reações internacionais foram de repúdio: Estados Unidos reiteraram oposição à anexação; União Europeia criticou como mais um passo na direção errada, com possíveis sanções; grupo de estados árabes e islâmicos também condenou as medidas; Reino Unido pediu reversão.
- A autoridade palestina disse que as medidas visam aprofundar a anexação da Cisjordânia e alertou sobre o impacto na estabilidade regional; o anúncio ocorreu antes de encontro entre o primeiro-ministro israelense e o presidente norte-americano.
Ações israelenses para ampliar o controle na Cisjordânia provocaram reação internacional. O governo de Israel anunciou medidas para expandir a presença de assentamentos e facilitar aquisição de terras por não-árabes, sem necessidade de nova aprovação.
As medidas foram apresentadas pelo ministro da Defesa, Israel Katz, acompanhado do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich. Elas visam consolidar a soberania israelense na região e impedir a criação de um Estado Palestino.
Os decretos visam ampliar o controle em áreas sob administração palestina e alteram regras de propriedade, construção e posse de terras na Cisjordânia. A lei que proibia venda de terras a não-árabes, vigente desde a era jordaniana, está sendo revogada.
Além disso, a autoridade sobre licenças de construção em Hebrom passa da municipalidade palestina para a administração civil israelense, o que pode violar acordos anteriores. A Rachel’s Tomb, perto de Belém, também fica sob controle direto israelense.
Ações reacenderam críticas internacionais. A União Europeia classificou as medidas como um passo na direção errada e sinalizou sanções, inclusive possivelmente suspendendo partes de acordos comerciais com Israel.
Um grupo de Estados árabe-islamicos, incluindo Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Emirados Árabes, Qatar, Paquistão, Indonésia e Turquia, condenou as medidas, afirmando que aumentam a violência e comprometem a estabilidade regional.
O Reino Unido expressou duras críticas e pediu a reversão das decisões, lembrando que unilateralismo que altere a geografia ou a demografia da região é incompatível com o direito internacional.
Antes da reunião prevista no Washington entre Netanyahu e o presidente Joe Biden, a administração dos EUA reiterou oposição à anexação da Cisjordânia, afirmando que uma região estável é necessária para a paz.
A Autoridade Nacional Palestina classificou as medidas como um movimento para aprofundar a anexação do território ocupado, já enfraquecido por problemas internos e pela construção de comunidades israelenses.
Repercussões internacionais
As ações israelenses foram recebidas com descontentamento em várias capitais. Analistas indicam que novas mudanças administrativas podem complicar negociações de paz e aumentar tensões entre israelenses e palestinos.
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