- Cerca de vinte policiais da província de Santa Fé foram suspensos e desarmados após protesto por melhores salários e apoio à saúde mental.
- O protesto ocorreu em Rosário, em frente à sede da polícia, entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça-feira, e se espalhou pela manhã para a sede do governo na capital provincial.
- O ministro da Justiça e da Segurança de Santa Fé, Pablo Cococcioni, afirmou que investiga crimes cometidos por grupos marginalizados que teriam perdido poder e privilégio, e anunciou a suspensão e o desarmamento de vinte policiais.
- O advogado Gabriel Sarla afirmou que as principais reivindicações são salários melhores, além de apoio psicológico integral e transporte para policiais que moram até seiscentos quilômetros de seus locais de trabalho.
- Uma policial em atividade relatou salário mensal de 900 mil pesos e jornadas de até dezesseis horas sem folga; o protesto teve adesão de diversas delegacias provinciais.
Cerca de 20 policiais da província de Santa Fé foram suspensos e desarmados nesta terça-feira, 10, após participarem de um protesto por reajuste salarial e melhorias no atendimento de saúde mental. O movimento ocorreu em um dos distritos com maior criminalidade do país, em Rosário.
Os agentes, acompanhados de familiares, se reuniram na frente da sede da polícia na noite de segunda-feira e seguiram para o centro da capital provincial, onde concentraram veículos com as sirenes ligadas diante da sede do governo pela manhã. A mobilização ocorreu em várias delegacias da região.
Segundo o ministro da Justiça e da Segurança de Santa Fé, Pablo Coccoccioni, estariam sendo investigados crimes cometidos por grupos marginalizados dentro da corporação, que teriam perdido poder e privilégio. O titular informou a suspensão oficial de 20 policiais e ressaltou que há ações para manter a ordem pública.
Ainda conforme o ministro, as reivindicações são consideradas legítimas, mas ele alertou sobre o risco de ações violentas por parte de alguns participantes. Um advogado, ex-policial, afirmou que a principal demanda envolve salários, apoio psicológico integral e transporte para policiais que residem longe dos locais de trabalho.
Policiais em atividade também relataram a intensificação da carga de trabalho, com turnos de até 16 horas e dificuldades para obter folgas, enquanto o protesto se espalhava por diversas delegacias da província.
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