- O presidente taiwanês Lai Ching-te pediu à Câmara, controlada pela oposição, que aprove o orçamento de defesa especial de US$ 40 bilhões, travado entre os parlamentares.
- A oposição, do Kuomintang, afirma que apoia gastos com defesa, mas não assina “cheques em branco” e quer scrutinizar a legislação.
- A Câmara avançou propostas próprias, menos ambiciosas, que financiam apenas parte de armas dos Estados Unidos.
- Lai disse que defesa nacional, ligada à segurança e à soberania, não pode esperar e pediu unidade diante das ameaças externas.
- O presidente afirmou que o fortalecimento não visa invadir outros países, apenas proteger o estilo de vida taiwanês.
Taipei — O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, pediu nesta quarta-feira ao parlamento, controlado pela oposição, a aprovação do seu orçamento especial de defesa de 40 bilhões de dólares. O objetivo é reforçar as capacidades militares diante de crescentes ameaças, segundo a fala do chefe de Estado.
Lai enfatizou que não pediu, nem pretende, que a aprovação seja automática, oferecendo explicações detalhadas sobre os planos. Ele afirmou que defesa nacional está conectada à segurança, à soberania e à sobrevivência do país.
A oposição, representada pelo Kuomintang (KMT), que teve seu vice-presidente em Pequim na semana passada, disse apoiar despesas de defesa, mas não aceitará cheques em branco e defende escrutínio completo da legislação, responsabilizando Lai pelo impasse.
Contexto e desdobramentos
O parlamento já avançou propostas próprias de defesa, menos onerosas, que financiam apenas parte de armas norte-americanas. Lai propôs ampliar o investimento para ampliar capacidades estratégicas e dissuasivas.
O governo argumenta que, diante de ameaças externas crescentes, fortalecer as forças armadas não pode esperar. Taiwan busca manter a paz, mas não abre mão de medidas que garantam a resiliência do sistema de defesa.
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