- A aliança liderada pelo BNP aparece em vantagem nas próximas eleições, disputando 292 das 300 cadeiras, com as demais distribuídas entre aliados.
- O BNP é liderado por Tarique Rahman, de 60 anos, filho da ex-primeira-ministra Khaleda Zia e do ex-presidente Ziaur Rahman.
- Entre as promessas do BNP estão assistência financeira a famílias pobres, um limite de dez anos para permanecer no cargo de primeiro-ministro, medidas para impulsionar a economia e combate à corrupção.
- Jamaat-e-Islami com coalizão de onze partidos disputará 224 cadeiras; o National Citizen Party (NCP) é um de seus principais aliados.
- Caso a aliança Jamaat vença, seu líder Shafiqur Rahman pode tornar-se primeiro-ministro; a coalizão defende reviver a economia, melhorar relações com vizinhos e reduzir a dependência do setor de confecção, promovendo outras indústrias como couro.
Oito meses antes das eleições, a oposição liderada pela BNP aparece em vantagem em pesquisas de opinião, segundo o material de base. A aliança liderada pelo BNP disputa 292 das 300 vagas, restando as demais para aliados, incluindo mais de meia dúzia de partidos menores. A disputa ocorre na Bangladesh, com foco em mudança de governo.
A BNP é liderada por Tarique Rahman, de 60 anos, filho da ex-primeira-ministra Khaleda Zia e do ex-presidente Ziaur Rahman. Entre as promessas, estão ajuda financeira a famílias pobres, limite de 10 anos para o mandato contínuo de primeiro-ministro, estímulos à economia via investimentos estrangeiros e combate à corrupção.
Aliança Jamaat-e-Islami e coalizão de 11 partidos
O Jamaat-e-Islami, partido islâmico que se opôs à independência de 1971, enfrentou banimento sob o governo anterior de Hasina, deposta em 2024. A legenda tenta retomar espaço com imagem anti-corrupção e pode ter bom desempenho, ainda sem possuir vaga suficiente para o governo na prática.
O Jamaat coordena uma coalizão de 11 partidos, com o NCP – liderado por jovens ativistas que ajudaram a derrubar Hasina – como principal aliado. O grupo disputará 224 assentos, o NCP 30, e o restante será dividido entre outros componentes.
Se a aliança Jamaat vencer, Shafiqur Rahman é apontado como provável candidato a primeiro-ministro. A legenda defende um modelo de sociedade baseado em princípios islâmicos e busca reduzir a dependência da indústria têxtil exportadora.
O programa econômico da coalizão inclui retomada de iniciativas para revitalizar a economia nacional e ampliar relações com vizinhos. Há ênfase em diversificar setores além da indústria de confecção, como couro e manufatura de bens.
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