- O Senado da Nigéria recuou da rejeição anterior e retomou a exigência de transmissão eletrônica em tempo real dos resultados, após pressão de sindicatos, sociedade civil e advogados.
- A votação previa rejeitar o upload imediato dos resultados após a contagem, uma medida defendida por grupos de reforma para reduzir interferência na apuração manual.
- A decisão provocou protestos em frente ao parlamento, com oposicionistas pedindo alinhamento com a Câmara dos Deputados, que já havia aprovado a proposta.
- Apesar de avanços como verificação biométrica e upload online, a apuração permanece principalmente manual e cercada de alegações de manipulação; a próxima eleição ocorre em fevereiro de 2027.
- Os legisladores criarão um comitê conjunto para harmonizar a lei eleitoral antes de enviar o texto ao presidente Bola Tinubu para sanção.
O Senado da Nigéria recuou de uma rejeição e acolheu a proposta de transmissão eletrônica em tempo real dos resultados das eleições após pressão de sindicatos, sociedade civil e advogados. A mudança ocorreu após protestos de domingo que pediam alinhamento com a Câmara dos Deputados, já favorável à medida.
Na semana passada, os parlamentares haviam votado contra a exigência de upload imediato dos resultados após a apuração. A oposição e grupos de reforma dizem que o mecanismo reduz interferências no colapso manual e aumenta a transparência.
A mobilização de trabalhadores e organizações da sociedade civil intensificou a pressão, com a Nigerian Bar Association alertando sobre riscos de disputas se a medida não fosse adotada. A liderança do movimento afirmou que a falta de transmissão em tempo real aumenta a desconfiança.
O Senado decidiu criar uma comissão conjunta entre as duas casas para harmonizar a versão alterada do ato eleitoral antes de enviar ao presidente Bola Tinubu para sanção. A expectativa é que o texto seja encaminhado ainda neste ciclo legislativo.
As eleições gerais estão marcadas para fevereiro de 2027, quando Tinubu buscará a reeleição. Reformistas defendem que a transmissão em tempo real fortalece a transparência e reduz disputas judiciais.
Contexto eleitoral
Apesar de avanços como verificação biométrica de eleitores e ferramentas online de upload de resultados, o processo de coleta ainda é majoritariamente manual e pouco transparente. A prática alimenta acusações recorrentes de fraude e compra de votos.
Organizações sindicais argumentam que a medida é essencial para evitar manobras durante a apuração. Parlamentares que citavam insegurança regional e cobertura de internet argumentaram inviabilizar a exigência, segundo críticos.
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