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Tribunal israelense bloqueia tratamento oncológico vital para menino de Gaza

Justiça israelense rejeita pedido para transferir menino palestino de cinco anos para tratamento de câncer em Israel, mantendo proibição por endereço em Gaza

A closed Israeli gate near Ramallah in the Israeli-occupied West Bank. The petition sought permission to transfer the child from Ramallah to TelHashomer hospital near Tel Aviv.
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  • Tribunal distrital de Jerusalém negou recurso para transferir um menino palestino de cinco anos para tratamento de câncer em Israel, citando política que impede residentes de Gaza de atravessar a fronteira, mesmo que não morem mais lá.
  • O garoto está no caminho entre Ramallah e Tel Hashomer, perto de Tel Aviv, para um transplante de medula óssea — procedimento não disponível em Gaza nem na Cisjordânia ocupada.
  • Segundo médicos, ele precisa com urgência de imunoterapia com anticorpos; a decisão mantém a proibição após o ataque de 7 de outubro de 2023, que restringiu entradas de pacientes de Gaza.
  • A organização de direitos humanos Gisha acusa a decisão de sustentar uma política rígida que prioriza dados de registro sobre a urgência médica dos pacientes.
  • Estima-se que cerca de 11 mil pacientes palestinos com câncer ainda estejam retidos em Gaza, com hundreds de casos de mortes ligadas à espera por evacuação e tratamento.

O tribunal israelense negou, neste domingo, um recurso para permitir que um garoto palestino de cinco anos receba tratamento médico em Israel. O paciente, com câncer agressivo, está em Ramallah desde 2022 e depende de cuidados não disponíveis na Faixa de Gaza nem na Cisjordânia.

A decisão foi tomada pela Corte Distrital de Jerusalém, que rejeitou o pedido para transferir o menino ao hospital Tel Hashomer, próximo a Tel Aviv, para um transplante de medula óssea. O tratamento também não é oferecido na região.

O magistrado Ram Winograd descreveu o recurso como uma afronta indireta às restrições de segurança impostas após 7 de outubro de 2023, que impedem a entrada de residentes de Gaza para tratamento médico. O parecer enfatiza que não houve diferença significativa entre o caso do garoto e outros pacientes bloqueados pela política.

A mãe do garoto afirmou à imprensa que a decisão é uma “sentença de morte” para o filho, ressaltando que o pai faleceu de câncer há três anos. O caso ganhou a participação da organização de direitos humanos Gisha, desde 2025, que critica a rigidez registral frente à urgência médica.

Contexto e números humanitários

Segundo dados oficiais, milhares de pacientes com Gaza continuam sem acesso a tratamentos, mesmo com a reabertura recente de uma passagem. A situação é agravada pela restrição de entrada de quimioterápicos e pelos atrasos na evacuação de pacientes.

Há cerca de 11 mil palestinianos com câncer presos em Gaza, conforme relatos de autoridades humanitárias. Cerca de 4 mil pessoas recebem encaminhamentos oficiais para tratamento em outros países, ainda sem possibilidade de saída pela fronteira.

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que 900 pacientes, incluindo crianças, já morreram enquanto aguardavam evacuação médica. A situação ilustra os impactos de políticas de restrição sobre o direito à saúde em zonas de conflito.

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