- Cambodja informou que fechou quase duzentos centros de golpe em uma ofensiva contra fraudes transnacionais nas últimas semanas, com acesso a um centro para demonstrar ações contra operações sofisticadas.
- A campanha resultou na prisão de 173 figuras criminosas de alto escalão ligadas aos centros e na deportação de 11 mil trabalhadores.
- Milhares de trabalhadores fugiram dos complexos recentemente, em parte devido a condições de trabalho brutais, em meio a o que a Anistia Internacional chamou de crise humanitária.
- No complexo de Kampot, conhecido como My Casino, foi mostrado um espaço com várias salas de computadores e materiais que ensinavam golpes contra vítimas tailandesas; Ly Kuong foi detido.
- Autoridades destacaram limitação de efetivo policial na província para conter cerca de seis mil a sete mil operadores que deixaram o local após o início da operação, que teve base em ações após o indiciamento nos EUA e a extradição pela China do suposto chefe do esquema.
A Cambodja anunciou a abertura de uma operação de combate a fraudes transnacionais, fechando quase 200 centros de golpe nos últimos meses. Autoridades apresentaram acesso controlado a um dos locais para mostrar as ações em curso, conforme informações oficiais.
Segundo o governo, 173 figuras criminosas de alto escalão vinculadas aos centros foram presas e 11.000 trabalhadores foram deportados desde o início da campanha, no fim do ano passado. A ofensiva ganhou impulso após o indiciamento nos EUA e a extradição para a China de um suposto líder de fraude.
Em Kampot, jornalistas viram salas com muitas estações de computador, documentos ensinando golpes a vítimas tailandesas e estúdios para ligações, além de uma unidade policial simulada. O complexo foi chamado pelas autoridades de My Casino, alvo de operações recentes.
Contexto da operação
As autoridades destacaram que não houve prisões dentro do complexo de Kampot durante a visita, segundo relatos oficiais. A divulgação ressaltou limitação de efetivo policial na província, onde há apenas cerca de 1.000 policiais e 300 policiais militares, dificultando intervenções em larga escala.
A imprensa acompanhou, ainda, que operários fugiram dos locais após a detenção de um alegado chefe, Ly Kuong, cuja residência permanece sob custódia. Contatos de representantes não estavam disponíveis no momento da divulgação.
A ofensiva é descrita como mais ampla que crackdown anteriores, com foco na encerramento de sites e na detenção de figuras de alto escalão, segundo autoridades. A operação ocorreu dias após a visita de delegações estrangeiras a um outro centro rastreado, que também foi alvo de bombardeio e ocupação militar na fronteira com a Tailândia. Fonte: Reuters.
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