- Adam Mosseri, CEO do Instagram, depôs no julgamento histórico contra Meta e Google em Los Angeles.
- Ele rejeitou a ideia de “vício clínico” nas redes sociais, defendendo a diferença para um “uso problemático”.
- A acusação afirma que Meta e YouTube teriam desenvolvido produtos viciantes para crianças para ampliar lucros.
- O caso pode estabelecer precedente para dezenas de ações envolvendo redes sociais.
- Mosseri citou um exemplo pessoal, dizendo que ficou viciado em uma série da Netflix, mas que isso não equivale à dependência clínica.
Em Los Angeles, o CEO do Instagram, Adam Mosseri, depôs no julgamento histórico que acusa Meta e Google de projetarem redes sociais para viciar crianças e adolescentes, com o objetivo de aumentar lucros. O caso pode estabelecer precedentes para dezenas de ações semelhantes.
A acusação aponta que o Instagram e o YouTube teriam sido criados com o intuito de prender a atenção de jovens usuários, elevando a receita publicitária das duas empresas. Mosseri é a primeira liderança de uma big tech a subir ao plenário nesse processo.
Mosseri rejeitou a ideia de dependência clínica, citando, em vez disso, um uso problemático. Ele afirmou que é possível distinguir entre dependência médica e padrões de uso que geram prejuízos, sem caracterizar doença.
Ele mencionou, como exemplo, uma maratona de séries na Netflix como caso de uso intenso, mas não de dependência clínica, segundo seu relato durante o depoimento.
Desdobramentos no julgamento
O depoimento de Mosseri marca a participação de um executivo de alto escalão do Vale do Silício no andamento do caso. A decisão poderá influenciar dezenas de ações envolvendo redes sociais e questões de design de produto voltadas a menores.
Especialistas acompanham o desfecho, que pode estabelecer critérios para responsabilização de plataformas por impactos na infância. O veredito pode também influenciar práticas de moderação, publicidade e mecanismos de engajamento online.
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