- O Conselho da Europa decidiu suspender a imunidade diplomática de Thorbjørn Jagland, ex-secretário-geral, para permitir a investigação policial sobre ligações com Jeffrey Epstein.
- A polícia de crimes de colarinho branco da Noruega abriu apuração por suspeita de corrupção agravada relacionada ao ex-político.
- Jagland não foi acusado, e a investigação busca revelar se recebeu presentes, viagens ou empréstimos vinculados ao cargo.
- Documentos recém-divulgados mostram planos de 2014 para visitas de Jagland, da esposa, dos filhos e da namorada do filho a Epstein; mensagens de 2018 mencionam contatos com Lavrov e Putin.
- Também há apuração externa rara no Parlamento norueguês sobre ligações do Ministério das Relações Exteriores com Epstein; Jagland nega ter violado a lei.
O Conselho da Europa informou nesta quarta-feira que decidiu suspender a imunidade diplomática de seu ex-secretário-geral, Thorbjørn Jagland, para permitir a abertura de apuração policial sobre possíveis vínculos com Jeffrey Epstein. Jagland ocupou o cargo entre 2009 e 2019.
A polícia de crimes de colarinho branco da Noruega abriu uma investigação por suspeita de corrupção agravada. A análise tem como base informações divulgadas em novos arquivos sobre Epstein, o ex-financiador americano que morreu em prisão em 2019.
A imunidade foi retirada após a solicitação do Ministério das Relações Exteriores da Noruega, com apoio de representantes da Comissão de Ministros do Conselho da Europa. Jagland nega irregularidades e afirma cooperação total com as investigações. A polícia investiga se houve recebimento de presentes, viagens ou empréstimos ligados ao cargo.
Investigação e novas informações
Os documentos divulgados recentemente revelam que Jagland, ao assumir funções no Conselho, teve contatos com Epstein, incluindo planos em 2014 para visita a Palm Beach e a ilha particular do financiador. Em 2018, Epstein pediu encontro com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Lavrov, com promessas de facilitar encontro com Putin; Jagland disse que trataria o assunto com o assistente de Lavrov.
A polícia também acompanha outras duas figuras diplomáticas em investigações correlatas ligadas a Epstein, em meio a críticas públicas sobre a relação entre o caso e a elite política europeia. A rainha da Noruega já pediu desculpas pela relação de amizade com Epstein.
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