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EUA atuam para conter a China em Bangladesh e apresentam alternativas de defesa

Washington oferece Bangladesh alternativas a sistemas militares chineses para conter influência de Pequim e sustentar estabilidade regional

A 3D-printed miniature model of U.S. President Donald Trump and the Bangladesh flag are seen in this illustration taken July 23, 2025. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
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  • Os EUA planejam oferecer ao próximo governo de Bangladesh opções de defesa dos EUA e de aliados, como alternativas a sistemas chineses.
  • Washington está preocupado com a crescente influência da China na região sul da Ásia e quer comunicar riscos de engajamento com Pequim.
  • A China assinou acordo para construir uma fábrica de drones perto da fronteira com a Índia; Bangladesh também negocia com o Paquistão a compra de jatos JF‑17 Thunder.
  • As relações entre Índia e Bangladesh pioraram desde que Hasina buscou refúgio em Nova Délhi em 2024, mas há desejo de manter boa relação entre os dois países para a estabilidade regional.
  • Os EUA continuam sendo o maior contribuinte na resposta aos Rohingyas; pedem que parceiros internacionais aumentem o apoio, em meio a um marco de financiamento de 2 bilhões de dólares com as Nações Unidas.

DHAKA, 11 de fevereiro (Reuters) – Washington planeja apresentar à próxima gestão de Bangladesh opções de defesa, incluindo sistemas dos EUA e de aliados, como alternativas aos equipamentos chineses. A medida visa esclarecer os riscos de certos vínculos com a China em um momento de expansão regional.

O envio de Brent T. Christensen, embaixador dos EUA em Dhaka, sinalizou que o governo americano quer manter um canal claro com o novo governo sobre engagement com a China e seus efeitos estratégicos na região. Não houve detalhes sobre quais sistemas poderiam ser oferecidos.

Christensen ressaltou ainda a importância de relações positivas entre Bangladesh e a Índia para a estabilidade do entorno, com a administração de Donald Trump indicada como favorável a esse alinhamento regional. O embaixador lembrou que a relação entre Dhaka e Nova Delhi deteriorou após a fuga de Hasina.

Defesa e comércio

O diplomata ressaltou que existem opções para atender às necessidades de capacidade militar de Bangladesh, incluindo veículos, sistemas de defesa e cooperação tecnológica com parceiros ocidentais e aliados. A China já fechou acordos com Bangladesh, como a construção de uma fábrica de drones próximo à fronteira com a Índia, gerando preocupação entre diplomatas estrangeiros.

Bangladesh também negocia com o Paquistão para aquisição de jatos JF-17 Thunder, desenvolvidos em parceria com a China, o que amplia o leque de opções de defesa no país.

Relações econômicas e Rohingya

Christensen destacou que várias empresas americanas veem Bangladesh como mercado promissor, desde que haja sinalização de apertura para negócios por parte do governo eleito. A Chevron atua há décadas no país, mas ainda há espaço para maior presença corporativa.

Sobre os 1,2 milhão de refugiados rohingyas, o embaixador afirmou que os EUA continuam como maior contribuição humanitária. Um acordo recente de framework global de 2 bilhões de dólares com a ONU visa aprimorar a eficácia da ajuda, inclusive em Bangladesh. Ele pediu maior participação de doadores internacionais para dividir o fardo.

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