- Mohammad Arshad morreu em 12 de março de 2025, enquanto trabalhava na Aramco Stadium, em Al Khobar, durante a construção de um estádio da Copa do Mundo de 2034.
- A Besix informou que os benefícios de término de serviço foram transferidos para a Overseas Pakistanis Foundation e devem ser pagos após a família enviar a documentação necessária.
- A família recebeu apenas doações voluntárias de colegas de trabalho, com valor igualado pela Besix.
- A Besix disse ainda estar em contato com a família para finalizar o seguro (indenização por morte) e facilitar os demais pagamentos pendentes.
- Grupos de direitos humanos dizem que o atraso é emblemático para famílias de trabalhadores migrantes na Arábia Saudita e pedem que a Fifa exija a devida compensação.
Mohammad Arshad morreu em 12 de março de 2025 ao trabalhar em uma plataforma alta no Aramco Stadium, em Al Khobar, no leste da Arábia Saudita. A plataforma inclinou repentinamente, ele caiu e faleceu no hospital. A morte ocorreu enquanto o país constrói estádios para a Copa do Mundo de 2034, projeto liderado por grandes empresas de construção, incluindo a Besix, multinacional belga.
A família de Arshad, que vive em Mansehra, no Paquistão, tem direito a compensação por morte no local de trabalho, salário pendente e benefícios de fim de contrato sob a lei saudita. O montante de compensação pode chegar a cerca de £63.250, dependendo da avaliação oficial, além de demais parcelas. Até o momento, o único recurso financeiro recebido foi uma doação voluntária dos colegas de trabalho, apoiada pela Besix.
A Besix informou à imprensa que os benefícios de fim de serviço já haviam sido transferidos para a Overseas Pakistanis Foundation e devem ser pagos em breve após a família apresentar os documentos exigidos. A empresa acrescentou que continua em contato com a família, auxiliando na preparação dos documentos para o pagamento de indenização por morte. A situação expõe a complexidade burocrática enfrentada por famílias de trabalhadores migrantes na Arábia Saudita, especialmente em casos envolvendo grandes obras associadas à Copa do Mundo de 2034.
Organizações de direitos humanos descrevem o atraso como emblemático do que muitas famílias de trabalhadores migrantes enfrentam no reino, em meio a relatos de óbitos não explicados e processos longos para receber compensação. Entidades such as FairSquare destacam as dificuldades e pedem que a Fifa exija publicamente a reparação financeira para as famílias ligadas aos projetos do torneio. Serviços oficiais e de defesa descrevem o cenário como um problema sistêmico que requer maior transparência e agilidade nos procedimentos.
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