- O Ministério das Relações Exteriores das Filipinas pediu à Embaixada da China em Manila que seja construtiva e mantenha declarações calmas e profissionais.
- Rogelio Villanueva, novo porta-voz de assuntos marítimos, afirmou que as respostas devem ser dadas de modo calmo e profissional.
- A posição ocorre depois de o Senado aprovar uma resolução que condena declarações da Embaixada da China em Manila criticando oficiais filipinos por defender soberania e direitos marítimos no Mar do Sul da China.
- A Embaixada da China rejeitou a resolução, classificando-a como manobra política.
- O embaixador filipino nos Estados Unidos, Jose Manuel Romualdez, pediu reduzir a temperatura nas relações com a China, destacando que a parceria não deve se limitar à disputa marítima.
O Ministério das Relações Exteriores das Filipinas pediu, nesta quarta-feira, que a Embaixada da China em Manila se mantenha construtiva em suas declarações, em meio a um acirramento de trocas de palavras entre diplomatas chineses e autoridades filipinas, incluindo senadores. A prática precisa ser calma, profissional e responsável, segundo o porta-voz Rogelio Villanueva, da recém-criada pasta de assuntos marítimos.
Villanueva ressaltou que respostas devem evitar escaladas e manter o debate dentro da tradição democrática do país. A Embaixada da China em Manila não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
A medida de apelo ocorre após o Senado aprovar, na segunda-feira, uma resolução que condena declarações da Embaixada da China em Manila criticando as defesas filipinas de soberania e direitos marítimos no Mar do Sul da China. A embaixada chinesa reagiu, chamando a resolução de manobra política.
Na terça-feira, o embaixador das Filipinas nos Estados Unidos, Jose Manuel Romualdez, enfatizou a necessidade de reduzir a temperatura entre os dois países, afirmando que o relacionamento não deve ser definido apenas pelo litígio marítimo.
Cenário regional
As Filipinas e a China mantêm séries de confrontos marítimos nos últimos anos, com a Filipinas acusando ações agressivas dentro de sua zona econômica exclusiva, incluindo manobras perigosas, uso de água de jato e interrupção de missões de reabastecimento. A China, por sua vez, sustenta que parte do território é de sua jurisdição.
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