- Aundersecretária de Estado para Diplomacia Pública dos EUA, Sarah B. Rogers, tem adotado tom próximo ao da extrema direita europeia, encontrando-se com políticos de partidos como AfD e UKIP e defendendo visões contrárias a leis de discurso de ódio e imigração.
- Rogers sinalizou abertura a alianças com a direita europeia, chegando a discutir estratégias com o eurodeputado Markus Frohnmaier, representante da AfD, e destacando posições contrárias a censura na internet.
- Em publicações nas redes sociais, ela atacou políticas de imigração e fez associações controvertidas entre violência por imigração e determinados grupos, gerando críticas e requests de comentários ao Guardian.
- Também destacou ações de sanções de vistos contra “censura sistêmica” e citou a União Europeia e o Reino Unido em relação a leis de proteção de dados e segurança online, vinculando DSA e OSA a expansão de censura.
- As iniciativas levaram a questionamentos sobre o papel da diplomacia norte-americana no apoio a movimentos de extrema direita na Europa, com analistas observando um possível condicionamento de políticas domésticas aos efeitos internacionais.
Sarah B. Rogers, subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos EUA, ampliou intervenções públicas que criticam políticas de países aliados, ao mesmo tempo em que sinaliza apoio a partidos de direita radical na Europa. A mostra de posicionamento ocorre em meio a críticas à Irlanda, à Suécia e a políticas de imigração.
Desde outubro, quando tomou o cargo, Rogers tem promovido encontros com políticos da direita europeia e exaltado medidas de contenção a críticos de discurso de ódio e desinformação em plataformas americanas. A postura ajuda a moldar uma imagem de linha dura da Administração Trump frente a democracias liberais.
A atuação da funcionária envolve declarações sobre migração, liberdade de expressão e influência de governos estrangeiros na política interna dos EUA. Em redes sociais, criticou julgamentos por leis de discurso de ódio, defendendo o direito a debates sem censura.
Rogers também passou a discutir parcerias com vozes da extrema direita europeia, abrindo canais com o Partido Alternative für Deutschland (AfD) na Alemanha e com outros agrupamentos. Relatos apontam a existência de uma rede de contatos, que incluiria think tanks e organizações com alinhamento a políticas de direita.
Entre as ações citadas, a imprensa informou encontros com representantes do AfD, com menções a cooperação para estratégias de segurança nacional e a defesa de posições contrárias à censura na internet. A dirigente justificou as reuniões como forma de entender as posições dos grupos.
Analistas apontam que esse eixo de atuação busca legitimar movimentos anti-sistema na Europa, conectando o governo americano a forças políticas de direita. Especialistas destacam que esse redesenho de relações transatlânticas pode influenciar o equilíbrio político em países-chave.
Rogers também tem aumentado a propaganda a favor de medidas de sanção contra atores associados ao que ela chamou de complexo de censura global. Em declarações públicas, a função descreveu a Lei de Serviços Digitais da União Europeia e a Lei de Segurança Online do Reino Unido como instrumentos de expansão da censura.
A oposição interna ao tema envolve disputas judiciais ligadas a ações de sanção e a alegações de influências illegítimas em políticas públicas. Um processo judicial envolvendo figuras associadas às ações sancionadas foi acionado, com desdobramentos ainda em curso.
Observadores internacionais destacam que o ativismo de Rogers pode ser parte de uma estratégia mais ampla de exportação de políticas ao exterior. Segundo analistas, essa linha de atuação pode favorecer correntes políticas associadas aos extremos, internamente e no Exterior.
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