- Ali Shamkhani, assessor do líder supremo do Irã, disse que as capacidades de mísseis iranianos são linha vermelha e não são negociáveis, em meio a negociações indiretas com os Estados Unidos.
- Diplomatas dos EUA e do Irã realizaram conversas indiretas na semana passada em Omã, em meio a uma intensificação da presença naval na região.
- Washington busca que qualquer acordo sobre nuclear também trate do programa de mísseis iranianos; Teerã já disse não vincular as questões.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve pressionar a inclusão de limitações aos mísseis em eventual acordo com os EUA durante encontro com Donald Trump.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o programa de mísseis nunca fez parte da agenda das negociações.
DUBAI, 11 de fevereiro (Reuters) — A expectativa de novas negociações entre Irã e Estados Unidos esbarra na posição de Teerã de que suas capacidades de mísseis são inegociáveis. Ali Shamkhani, assessor do líder supremo, afirmou que os mísseis representam a linha vermelha do país e não devem entrar em tratativas.
Shamkhani fez a declaração durante uma marcha que marcou o 47º aniversário da Revolução Islâmica, segundo a imprensa estatal. O comentário surge no contexto de contatos indiretos entre as partes mantidos na semana passada, em Omã, em meio a um aumento da presença naval regional dos EUA.
Os EUA buscam ampliar as conversas sobre o programa nuclear iraniano para incluir o arsenal de mísseis, mas o Irã já sinalizou disposição para discutir limites nucleares, desde que haja suspensão de sanções. O governo iraniano mantém que mísseis não estão ligados a outras questões, como o programa nuclear.
Israel mantém atenção aos desdobramentos, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu esperando que, em reunião com o ex-presidente Donald Trump, haja apoio para limitar os mísseis iranianos em um eventual acordo com os EUA.
Neste contexto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reiterou recentemente que o tema dos mísseis nunca integrou a agenda de negociações, reforçando a posição de que o foco atual é o programa nuclear.
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