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Julgamento de extradição de Zambelli é suspenso após cinco horas

Defesa pediu troca de juízes; sessão é suspensa e retoma na quinta, com extradição sob análise e possível detenção na Colmeia

Carla Zambelli deve voltar à sessão de julgamento nesta quinta-feira (12). (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
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  • Corte de Apelação de Roma suspendeu o julgamento de extradição da ex-deputada Carla Zambelli após cinco horas de sessão, com retomada prevista para quinta-feira.
  • O processo deveria seguir em julgamento em vinte de janeiro, mas foi interrompido depois que a defesa pediu a troca dos juízes, alegando parcialidade; o pedido foi negado e há intenção de recorrer ao Tribunal de Cassação.
  • A defesa afirma que a demora é comum em casos desse tipo, já que todas as partes devem ser ouvidas e os argumentos analisados; destaca ainda a barreira linguística, com Zambelli contando com tradutora brasileira.
  • No Brasil, Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por suposto pagamento a hacker para invadir os sistemas do CNJ; houve emissão de mandado de prisão falso de Moraes contra ela.
  • Caso haja extradição, a brasileira ficaria detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, até o desfecho do processo.

A Corte de Apelação de Roma suspendeu o julgamento do pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A sessão desta quarta-feira (11) durou cinco horas e deve ser retomada na quinta (12). A defesa afirma que nem todas as questões relevantes foram discutidas.

O processo havia sido marcado para o dia 20 de janeiro, mas foi interrompido após Zambelli solicitar a troca dos juízes, alegando parcialidade. O pedido foi negado nesta terça-feira, e a defesa prepara recurso ao Tribunal de Cassação.

Segundo a defesa, a demora é comum em casos dessa natureza, com audiências para todas as partes e avaliação de argumentos. Também é destacado o obstáculo linguístico: Zambelli utiliza uma tradutora brasileira que vive na Itália há cerca de 30 anos.

No Brasil, Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por supostamente pagar o hacker Walter Delgatti Neto para invadir sistemas do CNJ, o que gerou a emissão de um mandado de prisão falso envolvendo Moraes. Após a condenação, ela foi para a Itália, onde tem cidadania, e, incluída na lista da Interpol, foi localizada e presa.

Agora, a Justiça italiana avalia se o Brasil tem condições de manter a prisão de Zambelli ao mesmo tempo em que respeita seus direitos fundamentais. Se a extradição for concluída, ela deverá ficar detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

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