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Meloni avança com bloqueio naval contra migrantes

Projeto autoriza bloqueio naval de barcos migrantes por até seis meses em casos de ameaça à ordem pública, com multas e confisco em reincidência

Italian Prime Minister Giorgia Meloni waits to welcome Chile's President-elect Jose Antonio Kast, at Chigi Palace, in Rome, Italy, February 5, 2026. REUTERS/Remo Casilli
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  • O Conselho de ministros da Itália aprovou um projeto de lei que autoriza bloqueios navais para impedir barcos de migrantes durante períodos de “pressão excepcional” na fronteira.
  • O texto prevê a proibição de entrada de embarcações em águas territoriais por até seis meses em caso de ameaça grave à ordem pública ou à segurança nacional.
  • Quem violar a regra pode enfrentar multas de até 50 mil euros; em caso de infrações repetidas, há confisco das embarcações, medida voltada a barcos de resgate de organizações de ajuda.
  • A coalizão de Giorgia Meloni sustenta que os navios de ONG atuam como incentivo para a travessia; a oposição, porém, critica a medida como repressiva e insuficiente para resolver o tema.
  • Nesta semana, o Parlamento Europeu aprovou mudanças nas regras de asylum, permitindo a rejeição de pedidos se a proteção pudesse ter sido oferecida em país considerado seguro pela UE.

O gabinete da Itália aprovou na quarta-feira um projeto de lei que autoriza bloqueios navais para impedir a entrada de barcos de migrantes durante períodos de “pressão excepcional” nas fronteiras. A medida, segundo a fonte governamental, intensifica o aperto sobre chegadas irregulares.

O governo liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni já vinha acelerando repatriações de requerentes de asilo malsucedidos e aplicando penas mais severas a contrabandistas, em uma estratégia para reduzir as travessias marítimas. A nova proposta prevê que o país possa proibir a entrada de embarcações em águas territoriais por até seis meses em casos de ameaça grave à ordem pública ou à segurança nacional.

Segundo o texto em análise pela Reuters, quem desrespeitar a norma pode ficar sujeito a multas de até 50 mil euros. Em casos de reincidência, haveria a apreensão das embarcações, medida voltada sobretudo a barcos de organizações de resgate humanitário.

A coalizão de Meloni costuma sustentar que a atuação de plataformas de resgate aumenta o incentivo para os migrantes enfrentarem a travessia. A oposição de centro-esquerda criticou o projeto, argumentando que o endurecimento não resolve o problema e que muros, arame farpado e bloqueios navais não são soluções eficazes.

Em paralelo, o Parlamento Europeu aprovou, nesta semana, alterações às regras de asilo da UE, respondendo ao aumento de controles por parte de alguns Estados-m membros, incluindo a Itália. As mudanças permitem negar proteção de asilo em casos em que o solicitante poderia encontrá-la em países considerados seguros pela UE.

O texto regula ainda que, sob novas diretrizes, regimes de rejeição podem se aplicar caso o status de proteção já exista em país considerado apto. A medida europeia surge como parte do debate sobre políticas migratórias em meio a pressões de governos nacionais para endurecimento.

Fonte: Reuters

Observação: informações apresentadas refletem o conteúdo divulgado pela agência na data da publicação.

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