- Moscou planeja evacuar turistas russos de Cuba em poucos dias, com voos apenas de ida autorizados para trazer os viajantes de volta.
- Autoridades cubanas indicaram falta de combustível para jatos, o que pode comprometer o turismo no país.
- A companhia aérea de Canadá pausou temporariamente voos; outras empresas estão redirecionando aeronaves para reabastecer em aeroportos vizinhos.
- Cerca de 4 mil turistas russos permanecem em Cuba; pacotes de viagem para o país ficam suspensos.
- O Kremlin afirmou apoio a Cuba diante das dificuldades geradas pelo que chamam de bloqueio de óleo dos Estados Unidos, ainda sem detalhes sobre medidas de assistência.
O governo da Rússia informou que planeja evacuar turistas russos de Cuba em poucos dias, diante de uma crise de combustível causada por medidas dos EUA para restringir o fornecimento de petróleo à ilha. Autoridades aeronáuticas russas anunciaram que duas companhias que operam para o Caribe manteriam voos apenas de saída para trazer turistas de volta antes de suspenderem os serviços.
Cuba enfrenta alerta de falta de combustível para aviação, segundo autoridades do setor. O racionamento de jet fuel ameaça o turismo, setor crucial para a economia local, que depende de visitantes internacionais para manter a atividade econômica.
A Associação de Turismo da Rússia informou que cerca de 4 mil turistas russos permanecem em Cuba, entre eles funcionários do estado. O governo cubano já havia sinalizado cortes na oferta de pacotes turísticos futuros e redução de serviços, diante da escassez de combustível.
Contexto energético
Canada’s flag carrier anunciou a suspensão temporária de voos para Cuba por conta da crise, com várias empresas reorientando rotas para obter reabastecimento em aeroportos vizinhos no Caribe. O cenário é agravado por interrupções na produção de petróleo vindo de México e Venezuela, pressionando a ilha.
Autoridades russas disseram que a situação é crítica e que as tentativas dos EUA de sufocar Cuba geram dificuldades significativas. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, reiterou apoio de Moscou a Havana, em função de laços históricos.
O Kremlin informou ainda que negocia com a administração Trump para evitar medidas que provoquem Washington. Enquanto isso, o foco político e militar permanece na guerra na Ucrânia, o que limita espaço para respostas que possam piorar tensões.
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