- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve pedir a Donald Trump que amplie as conversas com o Irã para incluir restrições ao arsenal de mísseis e outras questões de segurança, além do programa nuclear.
- É a sétima reunião entre os dois em quase treze meses, em meio a negociações nucleares recentes em Omã.
- Israel teme que o acordo americano com o Irã seja muito restrito e não trate mísseis, apoio a grupos proxy como Hamas e Hezbollah ou violações de direitos.
- Também pode haver tensão bilateral sobre o plano de Gaza e a visão de Jerusalém para a Cisjordânia, com impactos sobre a segurança regional.
- Além de Irã, a reunião deve abordar a busca de um cessar-fogo em Gaza e etapas do plano de paz de Trump, que visa estabilizar a região.
Washington/Jerusalém, 11 de fevereiro — O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no White House nesta quarta-feira. O objetivo é ampliar as negociações com o Irã, indo além do nuclear, para incluir mísseis e outras ameaças à segurança regional.
Netanyahu busca influenciar a próxima rodada de conversas entre EUA e Irã, após negociações nucleares recentes em Omã, na sexta-feira anterior. O plano inclui limitar o arsenal de mísseis e a atuação de proxy, como Hamas e Hezbollah, segundo fontes familiarizadas com o tema.
O encontro ocorre em meio a tensões no Oriente Médio e à possibilidade de ações militares se as negociações falharem. Trump já sinalizou firme apoio a Israel e reiterou que pode agir caso não haja acordo com o Irã.
Antes da viagem aos EUA, Netanyahu afirmou que apresentará ao presidente as suas percepções sobre os princípios das negociações. A reunião envolve também elementos de cooperação militar e de segurança na região, segundo fontes.
Gaza also on the agenda
Em pauta está também a questão de Gaza, com Trump buscando avançar um acordo de cessar-fogo que inclua o desarmamento de Hamas e a retirada de tropas, conforme etapas previstas no plano de 20 pontos para encerrar o conflito e reconstruir a Faixa de Gaza.
A Casa Branca informou que continuará a trabalhar com Israel para implementar o acordo de paz e fortalecer a segurança regional. O tema é visto como fator de contenção de tensões na região durante as negociações com o Irã.
Israel wary of a weakened Iran rebuilding
Fontes indicam que Israel teme que o Irã reconstituía capacidades de mísseis e retomar o apoio a grupos armados, caso as negociações se limitem ao nuclear. O governo israelense acompanha sinais de possível reconstrução de capacidades defensivas iranianas.
A avaliação pública em Israel é de que, mesmo após ataques e pressão internacional, o Irã pode buscar meios de ampliar influência regional. A situação abre espaço para eventuais divergências entre EUA e Israel durante as discussões.
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