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Otan inicia nova missão para fortalecer defesa no Ártico

OTAN lança missão Arctic Sentry para reforçar defesa no Ártico; Rússia avisa que responderá caso o Ocidente aumente presença militar na Groenlândia

A Groenlândia está no centro de uma disputa entre EUA, Europa e Rússia. Foto: Jonathan NACKSTRAND / AFP
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  • A Otan anunciou nesta quarta-feira o lançamento da missão Arctic Sentry (Sentinela do Ártico) para reforçar a presença na região, em gesto dirigido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • No início, a missão incluiria atividades já organizadas pelos membros da Aliança na região, como exercícios programados pela Noruega e pela Dinamarca; não ficou claro se haverá novos destacamentos.
  • O comandante supremo, o general norte-americano Alexus Grynkewich, afirmou que a missão reforça o compromisso de proteger os membros e manter a estabilidade em uma região estratégica e desafiadora ambientalmente.
  • No mês anterior, Trump ameaçou tomar à força a Groenlândia, alegando motivos de segurança, e recuou após acordo-quadro no Fórum de Davos com o chefe da Otan, Mark Rutte.
  • a Rússia avisou que responderá com medidas semelhantes caso o Ocidente militarize a Groenlândia, dizendo que tomará medidas técnico-militares se houver militarização da região.

A Otan anunciou nesta quarta-feira, 11, o lançamento de uma nova missão para reforçar a defesa no Ártico. A iniciativa, chamada Arctic Sentry, visa ampliar a presença da aliança na região, em resposta a atividades militares na área.

O anúncio foi feito pelo comandante supremo da Otan, o general norte-americano Alexus Grynkewich, que afirmou que a missão tem o objetivo de proteger os membros e manter a estabilidade em uma região estratégica e desafiadora x ambientalmente. A divulgação não antecipou a possibilidade de novas capacidades serem destacadas.

Inicialmente, a Arctic Sentry irá incorporar atividades já planejadas pelos membros da Otan na região, incluindo exercícios conjuntos entre Noruega e Dinamarca. A definição sobre o eventual estabelecimento de novas capacidades ainda não foi anunciada.

O fundo da operação está ligado a recente controvérsia com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que questionou a soberania da Groenlândia e sugeriu ações para ajustar a presença ocidental na ilha, sob controle dinamarquês. A sugestão provocou críticas e reacertos na aliança.

Por sua vez, a Rússia sinalizou que responderá com medidas equivalentes caso haja maior militarização da Groenlândia. O ministério das Relações Exteriores explicou que qualquer criação de capacidades que aumente a presença ocidental diante da Rússia deverá ser enfrentada com ações técnico-militares proporcionais.

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