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Policiais da Argentina protestam por salários melhores e saúde mental

Policiais de Rosário protestam por salários e saúde mental; cerca de vinte são suspensos e devem entregar armas e coletes

Protestos de policiais na Argentina. Foto: Juan Mabromata / AFP
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  • Policiais de Rosário protestaram por melhores salários e atenção à saúde mental; as atividades duraram até a noite de terça-feira, 10, na segunda maior cidade da província de Santa Fé.
  • Pelo menos vinte agentes foram suspensos e devem entregar armas e coletes à prova de balas.
  • Motos e viaturas ficaram estacionadas em fila com sirenes ligadas, bloqueando o trânsito em frente à sede da polícia da cidade.
  • Houve confrontos entre manifestantes e policiais que tentaram dispersá-los; famílias presentes relataram agressões com gás de pimenta.
  • A insatisfação ganhou força após a morte do suboficial Oscar Valdez, em meio a uma sequência de suicídios na polícia de Santa Fé, aumentando a mobilização por condições de trabalho.

Policiais protestam na cidade de Rosário, na Argentina, por melhores salários e atenção à saúde mental. os protestos se estenderam até a noite desta terça-feira 10.

Comunidade policial em Rosário ocupou vias próximas à sede da polícia, com dezenas de motos e viaturas alinhadas e sirenes ligadas, gerando bloqueio parcial do tráfego em frente ao órgão. familiares dos agentes acompanharam as manifestações.

O embate entre manifestantes e parte das forças de segurança ocorreu entre a noite de segunda-feira e a madrugada desta terça, quando houve tentativa de dispersão por parte de outros policiais, resultando em confrontos. os manifestantes exibiam cartazes em pró da pauta de reivindicação.

Suspensões e medidas administrativas

Pelo menos 20 agentes foram afastados e deverão entregar armas e coletes à prova de balas, segundo apuração local. o episódio ocorre no contexto de uma demanda por melhores condições, incluindo atenção psicológica, jornadas de trabalho e salários mais condizentes com o custo de vida.

A mobilização ganhou aderência após a morte do suboficial Oscar Valdez, de 32 anos, apontada como parte de uma série de suicídios entre policiais na província de Santa Fé. a informação inclui relatos de desmotivação e pressão no ambiente de trabalho.

Entidades e respostas oficiais

Gabriel Sarla, ex-policial e participante, descreveu a manifestação como resposta à falta de canais de diálogo e à escassez de apoio psicológico e financeiro. Esteban Santantino, representante do Ministério de Justiça e Segurança de Santa Fé, reconheceu a reivindicação como legítima e apontou a necessidade de canal de diálogo entre as partes.

O ministro da Justiça e Segurança de Santa Fé, Pablo Cococcioni, afirmou que a operação policial deve manter-se estável, sem permitir que a atuação de alguns trabalhadores comprometa a segurança pública. ele apontou a importância de manter a funcionalidade da polícia para a cidade de Rosário, com 1,3 milhão de habitantes.

Rosário, situada às margens do rio Paraná, é a terceira maior cidade da Argentina e um dos maiores portos agroexportadores do país. A cidade também enfrenta desafios ligados ao tráfico de drogas e à violência, fatores que influenciam a percepção de segurança pública na região.

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