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Polônia e Itália dizem não ao Conselho da Paz de Trump

Polônia e Itália não entram no Board of Peace de Trump; Varsóvia e Roma citam barreiras constitucionais e cautela com a relação com os EUA

Polish Prime Minister Donald Tusk speaks to the media in Brussels, Belgium January 22, 2026. REUTERS/Yves Herman
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  • Polônia e Itália disseram que não vão aderir ao Board of Peace de Donald Trump, criado originalmente para garantir o cessar-fogo em Gaza.
  • O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que, diante de dúvidas nacionais sobre a forma do conselho, a Polônia não ingressará no Board neste momento, mas irá analisar a possibilidade no futuro.
  • Tusk ressaltou que as relações com os EUA continuam prioritárias e que, se as circunstâncias mudarem, não está descartada qualquer cenário.
  • A Itália também não assina, por entender que há uma barreira constitucional que impede a adesão a organismos internacionais em condições condicionais iguais entre estados.
  • O ministro italiano de Relações Exteriores, Antonio Tajani, disse que, se houver trabalho de reconstrução para a paz no Oriente Médio, a Itália está pronta para atuar, mas não pode participar do Board sob o atual estatuto.

Polônia e Itália afirmaram nesta quarta-feira que não vão aderir ao Board of Peace, órgão idealizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A decisão foi anunciada por Varsóvia e Roma e amplia a lista de aliados que permanecem à margem do projeto. O objetivo inicial era consolidar o cessar-fogo em Gaza e, segundo os defensores, o órgão pode atuar em conflitos globais.

Segundo autoridades polonesas, a Polônia não participará do trabalho do Board under as circunstâncias atuais, mas manterá a análise sobre o tema. O premiê Donald Tusk disse que as relações com os EUA continuam prioritárias, e que não está descartada a adesão caso o cenário mude.

O ministro italiano das Relações Exteriores, Antonio Tajani, confirmou a não assinatura italiana. Ele citou um obstáculo constitucional que impede a adesão ao Board, que concederia amplos poderes executivos a Trump. Itália sinalizou disposição para colaborar em iniciativas de reconstrução no Oriente Médio, se houver demanda.

Contexto adicional aponta que a participação de Rússia e Bielorrússia no processo tem levado outros governos ocidentais a adotar cautela, diante de dúvidas sobre a estrutura e o alcance do Board. A reunião de Tusk com o presidente Karol Nawrocki, prevista para hoje, abordaria o tema no Conselho de Segurança Nacional.

Progresso e perspectivas

Relações diplomáticas com Washington continuam o centro das decisões. Se o quadro mudar, a adesão pode ser reavaliada, afirmou Tusk, deixando espaço para futuras negociações. Itália reforçou que a cooperação em áreas de paz depende de condições legais internas.

Contexto internacional

Ambos os países ressaltam que o Board permanece sob escrutínio de aliados por sua potencial rivalidade institucional com organismos existentes, como as Nações Unidas. A discussão continua a envolver diplomatas europeus que monitoram o impacto de uma maior atuação de Washington em temas de paz global.

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