- O presidente do Irã afirmou que o país não busca armas nucleares e demonstrou grande tristeza pela repressão aos protestos.
- O Irã disse estar aberto a negociações sobre seu programa nuclear e pronto para qualquer verificação, apesar de a Agência Internacional de Energia Atômica não conseguir inspecionar seu estoque.
- Pezeshkian citou a desconfiança entre EUA e Europa como entrave às negociações e disse que há vontade de diálogo para paz e estabilidade na região.
- As comemorações da revolução de 1979 mostraram apoio ao governo em imagens oficiais, em meio a relatos de protestos e pedidos de libertação de líderes reformistas presos.
- Diplomatas iranianos buscam manter a posição sobre negociações, com futuras conversas ligadas a garantias sobre o programa civil e sem discutir mísseis balísticos.
O presidente do Irã afirmou que o país não busca uma arma nuclear e reconheceu “grande pesar” após a repressão a protestos que abalaram o país. A fala ocorreu durante as comemorações pela revolução de 1979, em várias cidades iranianas. O governo buscou transmitir uma mensagem de unidade nacional, em meio a tensões com os EUA e a um cenário de crise política.
Pelo menos desde o início do ano, o Irã enfrenta protestos e confrontos com as autoridades, que deixaram mortos e dezenas de detenções. O governo também tenta manter a confiança de aliados regionais e lidar com a pressão internacional sobre seu programa nuclear, enquanto negocia com Washington.
Pezeslkian, figura próxima ao governo, disse que o Irã está aberto a negociações sobre o programa nuclear e se mostrou disposto a aceitar verificação. Contudo, relatórios da agência de energia atômica da ONU indicam que não houve inspeção confiável do estoque nuclear iraniano por meses.
O presidente ressaltou que a desconfiança entre EUA, Europa e Teerã dificulta as negociações, sem mencionar diretamente os protestos violentos registrados neste período. Em sua visão, o país busca paz e estabilidade na região, com participação de vizinhos.
Paralelamente, autoridades iranianas mantêm o debate sobre a condução de negociações com o objetivo de moderar posições. Em um movimento externo, o chanceler iraniano sinalizou disponibilidade para discutir redução no enriquecimento de urânio, enquanto outros temas permanecem sob reserva.
O secretário nacional de segurança, Ali Larijani, esteve em conversas com mediadores em Doha e Omã, buscando moldar uma resposta que mantenha as negociações em curso. Ele indicou que futuras negociações podem ampliar acordos, desde que os limites atuais sejam respeitados.
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