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Repressão russa ao Telegram provoca críticas de tropas e apoiadores pró-guerra

Repressão ao Telegram pode prejudicar comunicações militares e coordenação de tropas, gerando críticas raras de soldados e blogueiros pró-guerra

Telegram is used by more than 60 million people in Russia each day.
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  • A Rússia anunciou que o Telegram começaria a ter a operação lenta em todo o país, alegando violações regulatórias anteriores e evitando bloquear totalmente a plataforma.
  • A medida gerou críticas de soldados no front, blogueiros pró-guerra e figuras oficiais, que dizem que a restrição pode comprometer comunicações entre unidades militares, estado e público.
  • O fundador do Telegram, Pavel Durov, respondeu publicamente, dizendo que restringir a liberdade de cidadãos não é a solução e que a plataforma defende a liberdade de expressão e a privacidade.
  • O governo busca fortalecer a ideia de um “internet soberana” e promover um superapp chamado Max, inspirado no WeChat, para ampliar o controle sobre plataformas de mensagens estrangeiras.
  • Perguntas sobre o impacto incluem atrasos no acesso a vídeos e imagens, além de preocupações de autoridades regionais sobre o fluxo de informações críticas em áreas de fronteira.

A Rússia intensificou ações contra o aplicativo de mensagens Telegram, alegando descumprimento de normas. A medida, anunciada pela autoridade reguladora de telecomunicações na quarta-feira, prevê a desaceleração do serviço em todo o país. A estimativa é de que mais de 60 milhões de usuários sejam afetados diariamente.

Críticos, incluindo soldados na linha de frente, blogueiros pró-guerra e figuras públicas, alertam que a restrição pode comprometer a comunicação entre os militares, órgãos do Estado e a população. O fundador do Telegram, Pavel Durov, rejeitou a pressão de Moscou.

Ações e motivações do regime

As autoridades veem a mova para consolidar o que chamam de internet soberana, reduzindo dependência de tecnologia ocidental. Ao mesmo tempo, o governo promove um superapp nacional, inspirado no WeChat, para centralizar mensagens oficiais e privadas.

Ainda não está claro se o bloqueio será total ou se a desaceleração terá efeito inicial para pressionar o Telegram a se alinhar com autoridades. Usuários relataram lentidão no tráfego e atrasos em vídeos e imagens.

Reações e impactos nos números de campo

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que autoridades dialogam com representantes do Telegram e que novas medidas podem seguir, conforme a legislação. Observadores apontam que a comunicação entre unidades militares pode sofrer com o bloqueio parcial.

Além disso, o Telegram é amplamente utilizado por tropas russas para coordenação logística, atualização de operações e captação de recursos para equipamentos. Comentários próximos ao Ministério da Defesa indicaram preocupação com impactos na defesa antiaérea diante de ataques com drones.

Contexto regional e informações adicionais

A decisão ocorre após relatos de desativação de terminais Starlink usados por tropas russas, em meio a negociações entre Kyiv e SpaceX. Analistas destacam que a restrição de plataformas ocidentais já é parte de um esforço maior de controle da informação no país.

Regiões fronteiriças manifestaram preocupação com a possível perda de canais de informação urgentes. Governadores lembraram que a desaceleração pode atrasar a comunicação operacional em situações de crise. O Telegram permanece importante para narrativas pró-Kremlin e para vozes da oposição exilada.

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