- Sam Bankman-Fried, fundador da FTX, pediu retrial do caso em 10 de fevereiro, apontando “testemunho novo” que, segundo ele, comprovaria solvência da exchange.
- A defesa cita declarações de Daniel Chapsky, ex-chefe de ciência de dados da FTX.US, cuja análise de dados contesta o déficit de 8 bilhões de dólares divulgado pelo governo.
- O empresário também aponta possível testemunho favorável de Ryan Salame, ex-co-CEO da FTX.US, que hoje cumpre pena de sete anos e meio.
- O filing alega intimidação de testemunhas pela promotoria e que o juiz Lewis Kaplan mostrou “preconceito manifesto” ao acelerar o veredito, pedindo novo juiz para eventual retrial.
- Especialistas veem a regra 33 como elevada barreira para retrial, mantendo o cenário improvável, mas mantendo o caso em pauta para o mercado de criptomoedas e a regulación.
Sam Bankman-Fried solicitou um retrial de sua sentença de 25 anos, apresentando uma moção em 10 de fevereiro. O pedido sustenta a existência de “testemunhos recentes” que indicariam solvência da FTX.US na época do colapso.
O fundadores da FTX alega que a condenação anterior foi injusta, citando que testemunhas-chave não depuseram. A defesa afirma que o DOJ suprimiu evidências relevantes durante o julgamento original.
A peça legal aponta declarações de Daniel Chapsky, ex-chefe de ciência de dados da FTX.US, como contrárias ao relato oficial sobre o déficit de US$ 8 bilhões. Também menciona possível depoimento favorável de Ryan Salame, ex-co-CEO, que cumpre pena.
Bankman-Fried sustenta que houve intimidação de testemunhas e que o juiz Lewis Kaplan demonstrou preconceito ao acelerar o veredito. Pede a designação de um novo magistrado para um eventual novo julgamento, enquadrando o caso como uma ação política chamada “lawfare”.
Especialistas destacam que pedidos sob a Regra 33 costumam enfrentar barreira alta, sendo vistos como último recurso em recursos federais. Mesmo assim, a nova moção mantém a controvérsia jurídica e a atenção pública sobre o caso.
O impacto para a regulação do setor é indireto, já que a possibilidade de retrial é improvável, mas o tema pode estimular discussões sobre supervisão de plataformas de câmbio. Movimentos regulatórios globais já reforçam mecanismos de prevenção a nova crise.
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