- Zelenski afirmou que eleições só ocorrerão com garantias de segurança e com um cessar-fogo com a Rússia; se houver esse cessar-fogo, as eleições seriam realizadas, possivelmente até o verão, caso a Rússia concorde.
- A reportagem do Financial Times é citada como base de que Kiev pode considerar eleições presidenciais e um referendo sobre um possível acordo de paz com a Rússia antes de meados de maio, sob pressão dos Estados Unidos.
- Zelenski negou que Washington tenha ameaçado retirar garantias de segurança ou condicionado as eleições a essas garantias.
- Uma alta autoridade ucraniana disse à AFP que as eleições só ocorrerão quando a situação de segurança permitir, destacando que o terror russo continua e não há sinal de interesse russo em encerrar a guerra.
- Um deputado do partido presidencial afirmou que há consenso de que nem referendo nem eleições podem ocorrer sob a lei marcial; a ideia foi discutida durante negociações em Abu Dhabi, com apoio de David Arajamia, mas datas são consideradas prematuras.
Volodimir Zelensky deixou claro que a Ucrânia só realizará eleições quando houver garantias de segurança e um cessar-fogo com a Rússia. Em coletiva de imprensa online nesta quarta-feira (11), ele disse que, sem tais garantias, não há eleição.
O presidente afirmou que instaurar o cessar-fogo facilitaria as eleições e que, se a Rússia concordar, seria possível encerrar as hostilidades até o verão. A declaração responde a reportagem do Financial Times sobre planos de Kiev para eleições presidenciais e um referendo de paz antes de meados de maio, sob pressão dos EUA.
Zelensky também negou qualquer ameaça dos Estados Unidos de retirar garantias de segurança caso as eleições não fossem convocadas. Segundo ele, as garantias não dependem de eleições, e não houve condicionamento nesse sentido.
Contexto diplomático e legal
Uma alta autoridade ucraniana afirmou à AFP que as eleições só ocorrem quando a segurança permite forma estável. O funcionário ressaltou que o terror russo persiste e que não há indícios de interesse russo em encerrar a guerra.
Um deputado próximo ao partido presidencial informou à AFP que há consenso de que nem referendo nem eleições podem ocorrer sob a lei marcial. A ideia de um referendo sobre um possível acordo de paz foi discutida em Abu Dhabi, com mediação americana, segundo ele.
Diálogo interno e negociações
Entre os negociadores, o chefe do grupo parlamentar do partido presidencial apoia o diálogo sobre um referendo com apoio de possíveis datas, mas reconhece que qualquer definição é prematura. O deputado ressaltou que datas não passam de especulação neste momento.
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