- O Kremlin afirmou que bloqueou o WhatsApp na Rússia por resistência do app em cumprir a lei russa.
- O porta-voz Dmitry Peskov confirmou o bloqueio e não comentou o Telegram durante a coletiva.
- O Financial Times informou que Instagram e Facebook também teriam sido bloqueados, com remoção de seus acessos de um diretório do Roskomnadzor.
- O WhatsApp afirmou que continuará tentando manter o serviço ativo na Rússia e chamou o bloqueio de retrocesso que reduz a segurança dos usuários.
- A Rússia também tem promovido o uso do Max, aplicativo estatal, e impôs restrições ao Telegram, que criticou a medida.
O Kremlin afirmou nesta quinta-feira que bloqueou o WhatsApp na Rússia por resistência do aplicativo em cumprir a lei local. A declaração foi feita pelo porta-voz Dmitry Peskov em coletiva de imprensa.
Segundo Peskov, a decisão foi tomada devido à relutância do WhatsApp em obedecer às normas russas. O ministro não comentou, na ocasião, sobre o possível bloqueio de outras plataformas.
O Financial Times informou, na véspera, que também teriam sido bloqueados Instagram e Facebook, ambos de propriedade da Meta. O veículo citou o apagamento desses apps de um diretório regulatório mantido pelo Roskomnadzor.
WhatsApp acusa governo de retrocesso e afirma buscar manter serviços ativos na Rússia. A empresa disse, em comunicado, que isolar milhões de usuários compromete a segurança da comunicação privada.
Peskov evitou perguntas sobre o Telegram, sugerindo consultar o Roskomnadzor. O Telegram é amplamente utilizado como canal de comunicação entre soldados em linha de frente na Ucrânia e seus familiares.
A medida acontece em meio a uma ofensiva para incentivar o uso do Max, aplicativo estatal que visa concentrar serviços de governo em uma plataforma única. O Max é visto como alternativa sem criptografia.
A Rússia já restringia parcialmente o Telegram, inclusive com bloqueio de chamadas de voz em alguns momentos. A cooperação entre plataformas de mensagens segue como tema de debate e análise externa.
O Telegram, representado por seu cofundador Pavel Durov, criticou a política russa, argumentando que medidas de bloqueio não promovem liberdade nem privacidade. Ele comparou a situação a casos de censura observados em outras regiões.
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