- O líder da oposição na Hungria, Peter Magyar, afirmou que pessoas ligadas ao governo preparam a divulgação de um vídeo ilícito dele em situação íntima com a ex-namorada, para prejudicá-lo antes das eleições de abril.
- Magyar, à frente do partido Tisza, divulgou a mensagem em vídeo postado no Facebook, dizendo ter sido alvo de uma campanha de difamação ao estilo russo.
- Um site veiculou imagens de uma sala com cama e, posteriormente, publicou “Coming soon” e a data 3 de agosto de 2024, que Magyar disse ser a data de um evento em que teve relação consensual com a ex-namorada; não houve confirmação de conteúdo adicional.
- Não houve resposta do porta-voz do governo, Zoltan Kovacs, às perguntas da Reuters sobre o assunto.
- Magyar disse não ter cometido nenhum crime e afirmou que não permitirá que Viktor Orbán e seus aliados desviem a atenção com uma farsa.
O líder da oposição da Hungria afirmou nesta quinta-feira que pessoas ligadas ao governo planejam divulgar um vídeo ilícito dele em uma situação íntima com a ex-namorada, na tentativa de desqualificá-lo antes das eleições previstas para abril. A acusação chegou após reportagens que começaram a chamar atenção para um site que insinuava uma revelação.
Peter Magyar, chefe do partido Tisza, que disputa com o partido no poder Fidesz, divulgou a mensagem em seu perfil no Facebook. Segundo ele, trata-se de uma campanha de difamação ao estilo russo para prejudicar sua imagem pública.
Magyar, de 44 anos, é pai de três filhos e divorciado. O site que liberou a suposta prévia mostrou imagens de um quarto com cama, e deixou a janela de divulgação marcada para uma data passada, que ele afirma ser de um encontro consensual com a ex-namorada.
Desdobramentos
O governo, representado pelo porta-voz Zoltan Kovacs, não respondeu a perguntas enviadas pela Reuters. A assessoria de imprensa do premiê Viktor Orban também não comentou o caso até o fechamento desta edição.
Magyar afirmou que não cometeu irregularidades e que não permitirá que Orban desvie a atenção com uma suposta manobra de desinformação. A declaração ocorreu após reportagens de veículos locais sobre o site e sua possível relação com a campanha governista.
A Reuters informou que ainda não foi possível verificar quem criou o site nem onde eventual conteúdo poderá ser divulgado. O jornalismo de verificação está em curso para apurar a autenticidade das imagens e a origem da difamação.
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