- Cinco planos para assassinar o presidente sírio e ministros foram frustrados no ano passado, diz a ONU.
- Ahmed al-Sharaa foi visado duas vezes pela Saraya Ansar al-Sunnah, frente do grupo Estado Islâmico, em Aleppo, no norte, e em Daraa, no sul; o grupo também bombardeara uma igreja em Damasco no verão passado.
- Um responsável regional confirmou que Sharaa enfrentou tentativas de assassinato, frustradas após informações recebidas de país vizinho.
- O Estado Islâmico tem aumentado o recrutamento desde a queda de Assad, apresentando Sharaa como apóstata e atuando por meio de várias frentes para maior flexibilidade.
- A ONU aponta que o EI continua desafiando a região, com cerca de 3 mil combatentes entre Iraque e Síria, e Damasco controla prisões e campos no nordeste, incluindo o campo de al-Hawl.
Five planos para assassinar o presidente sírio e ministros foram frustrados no ano passado, segundo um relatório da ONU. A vítima alvo foi o presidente Ahmed al-Sharaa, que teria sido atacado duas vezes: no norte de Aleppo e no sul de Daraa.
A dupla tentativa foi atribuída ao grupo Saraya Ansar al-Sunnah, uma frente do Estado Islâmico que também realizou o atentado a uma igreja em Damasco no verão anterior.
Um funcionário de inteligência regional confirmou, no mês passado, que as investidas contra Sharaa foram neutralizadas após a segurança síria receber informações de um país vizinho.
Contexto e desdobramentos
O relatório afirma que o IS intensificou recrutamento desde a queda de Assad, apresentando Sharaa como um apóstata ao longo do tempo. A organização publicou fotos dele em encontro com o presidente dos EUA, sugerindo adesão ao Ocidente e afastamento de raízes islâmicas.
O IS permanece como desafio na região, com cerca de 3 mil combatentes entre Iraque e Síria, maioria concentrada na Síria. Damasco integra a coalizão internacional para derrotar o grupo e assumiu o controle de prisões e campos no nordeste sírio, incluindo o campo de al-Hawl, que abriga quase 25 mil familiares de suspeitos de ligação com o grupo.
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