- O novo prefeito de Jersey City, James Solomon, afirmou que o plano de criar um outpost do Centre Pompidou na cidade está “morto”.
- A decisão acontece enquanto a cidade registra um déficit de $255m.
- O plano de 2024, apresentado pelo prefeito anterior, Steven Fulop, previa 100.000 pés quadrados em duas torres de cinquenta andares próximo ao Journal Square.
- O projeto previa que o Pompidou fosse a primeira presença da instituição na América do Norte, com orçamento anual estimado em $27,5m e financiamento por meio de doações, créditos fiscais, verbas públicas e receita de visitantes.
- O Centre Pompidou já tem unidades em várias cidades, e Paris está em renovação até 2030, o que impacta futuros desdobramentos de seus projetos no exterior.
O plano de instalar um centro do Centre Pompidou em Jersey City, no estado de Nova Jersey, está encerrado, segundo o novo prefeito James Solomon. Em coletiva, ele afirmou que não haverá o satellite e que o projeto está dead. A afirmação ocorreu após ele divulgar um déficit municipal de 255 milhões de dólares.
O projeto foi apresentado pela gestão anterior, liderada por Steven Fulop, em 2024. O plano previa um espaço de 100 mil pés quadrados em duas torres de 50 andares, próximo ao Journal Square. A operação dependeria de recursos de doações, créditos fiscais, financiamento público e receita de visitantes.
A ideia de um polo Pompidou em Jersey City já havia sido revelada pela primeira vez em 2021. A proposta previa ocupar 58 mil pés quadrados do histórico Pathside Building, que seria renovado pela arquitetura de renome internacional OMA, com abertura prevista para 2024.
Contexto e histórico
O Centre Pompidou já mantém outros postos internacionais em cidades como Shanghai, Brussels e Málaga, com planos para Seul, Brasil e Saudi Arabia. Jersey City seria a primeira implantação na América do Norte, caso tivesse avançado.
O Centre Pompidou Paris permanece fechado para reformas desde 2023, com previsão de reabertura apenas em 2030. O desfecho do projeto em Jersey City ocorre em meio a debates políticos locais sobre gastos públicos e prioridades culturais.
Situação atual
Segundo Solomon, o município foca em equacionar o déficit de 255 milhões de dólares e revisar prioridades estratégicas. A administração municipal não vê viabilidade financeira na operação do Pompidou no momento. A cidade segue buscando outras opções de investimento cultural.
Entre na conversa da comunidade