- Protestos pró-Palestina devem ocorrer em Melbourne na quinta-feira, no último dia da visita do presidente de Israel, Isaac Herzog, à Austrália.
- A viagem segue após ataques em Bondi Beach, Sydney, em 14 de dezembro, que deixou 15 mortos, e após protests em Canberra.
- Manifestantes citam uma Comissão de Inquérito das Nações Unidas que alegou genocídio em Gaza e acusou Netanyahu e Herzog de incitar os ataques.
- O grupo Students for Palestine planeja protestar perto de uma das principais estações de trem de Melbourne; graffiti pedindo a morte de Herzog foi registrado, mas não se sabe se ligado aos protestos.
- Herzog afirmou que o antissemitismo na Austrália é “assustador” e negou envolvimento em genocídio em Gaza; na segunda-feira, 27 pessoas foram presas após confrontos entre polícia e manifestantes em Sydney.
Protestos contra o presidente de Israel, Isaac Herzog, vão ocorrer no fim da visita à Austrália, com manifestações marcadas para Melbourne na quinta-feira, após protestos em Canberra e confrontos em Sydney. Herzog visita o país a convite do primeiro-ministro Anthony Albanese, em meio a um ataque ocorrido em Bondi Beach, em Sydney, que deixou 15 mortos durante uma celebração de Hanucá.
Os protestos em Melbourne têm como objetivo registrar oposição a ações de Israel em Gaza, citando uma comissão de inquérito das Nações Unidas que, no ano passado, afirmou ter havido genocídio em Gaza e acusou autoridades israelienses, incluindo Netanyahu e Herzog, de incitar os ataques. Grupos estudantis e organizações pró-Palestina divulgam a ação para esta quinta à noite, com concentração próxima a uma das principais estações de trem da cidade.
Herzog também visitou Sydney e Canberra durante a viagem de quatro dias. Em entrevista à Channel Seven, ele afirmou que há antisemitismo na Austrália, considerado assustador, mas ressaltou a existência de uma maioria silenciosa que busca paz e diálogo com Israel. O presidente negou as acusações de genocídio.
Confrontos entre polícia e manifestantes ocorreram em Sydney na segunda-feira, resultando na prisão de 27 pessoas. As corporis de segurança usaram gás lacrimogênio e spray de pimenta para dispersar a multidão no distrito central de negócios. As autoridades atribuem responsabilidade pelos atos violentos aos manifestantes; os organizadores, aos ataques de alguns indivíduos.
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