Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Rasmussen afirma que Europa deve colocar a economia em estado de guerra

Europa deve colocar suas economias em estado de guerra para enfrentar a ameaça russa e a incerteza sobre a defesa dos EUA, diz Anders Fogh Rasmussen

Anders Fogh Rasmussen, durante un conferencia en Kiev (Ucrania) en 2024.
0:00
Carregando...
0:00
  • Anders Fogh Rasmussen, ex‑secretário-geral da OTAN, diz que Europa precisa acelerar sua autonomia em relação aos Estados Unidos e que a Rússia poderia atacar um país da aliança ainda nesta década.
  • Em visita a Washington, ele alerta que a segurança europeia está em estado de emergência e que a crise não começou apenas com Crimea e com a Ucrânia, destacando a reeleição de Donald Trump como fator de risco.
  • Propõe que a indústria europeia transforme excesso de capacidade produtiva em produção de armamento, e sugere acordos para limitar investimentos estrangeiros em infraestrutura crítica na Groenlândia, que não está à venda.
  • A importância de a OTAN transferir controle de centros de mando para a Europa é destacada, mas a maior dificuldade seria expansão da capacidade de produção e de transporte de material militar.
  • Rasmussen reafirma que a Espanha precisa cumprir o gasto de defesa de cinco por cento e afirma que, sem o artigo cinco em caso de ameaça, a OTAN estaria comprometida; vê o “bazuca” comercial como ferramenta de pressão com Trump.

Anders Fogh Rasmussen, ex-secretário-geral da OTAN, afirmou que a Europa precisa acelerarar sua autonomia para reduzir a dependência dos Estados Unidos. Em visita a Washington, slasse que a segurança do continente está em estado de emergência. Ele prevê que a Rússia pode atacar um país europeu ainda nesta década.

O ex-primeiro-ministro dinamarquês criticou críticas recentes do presidente dos EUA e sugeriu caminhos para fortalecer a defesa europeia. Entre as propostas, incluiu atualização de acordos com a Grã-Bretanha, estímulo a investimentos privados em minerais críticos e restrições de investimentos em infraestrutura estratégica a aliados não confiáveis.

Contexto estratégico

Rasmussen disse ser necessário que a Europa implemente uma economia de guerra para sustentar a produção de armamentos. Observou que as fábricas têm capacidade ociosa que pode ser redirecionada para equipamentos militares, sem abandonar a indústria civil. A ideia é reduzir vulnerabilidades logísticas.

Papel da OTAN e produção europeia

O ex-líder da OTAN elogiou a transferência de controle de centros de comando para a Europa, mantendo a participação norte-americana. Argumentou que o problema da aliança não está na prontidão, mas na capacidade de produção e no abastecimento de equipamentos sofisticados. Alertou para a necessidade de acelerar a fabricação de material militar estratégico.

Golpe à defesa e solidariedade

Ele citou a meta de gastar 5% do PIB em defesa, defendendo que todos os aliados devem cumprir esse compromisso. Questionou a participação de Espanha na adesão prevista e ressaltou que a OTAN é uma aliança defensiva baseada na solidariedade, com responsabilidade compartilhada em casos de ameaça.

Groenlândia e o “artigo 5”

Questionado sobre a situação de Groenlândia, Rasmussen afirmou que a perda de apoio americano seria um golpe fatal para a OTAN. Em resposta a possivelmente futuras pressões de Washington, disse que a aliança deve permanecer firme e pronta para aplicar o artigo 5, caso haja ataque a um membro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais