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Reforma trabalhista de Milei avança no Senado, em meio a protestos

Senado aprova reforma trabalhista de Milei por 42 a 30, envio à Câmara sob protestos com confrontos; projeto corta indenizações, restringe greve e paga em espécie

Protestos contra a reforma trabalhista de Milei na Argentina foram reprimidos pela polícia. Manifestantes revidaram com pedras e coquetéis molotov. Foto: Luis ROBAYO / AFP
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  • A reforma trabalhista de Milei foi aprovada no Senado com 42 votos a favor e 30 contra e seguirá para a Câmara dos Deputados.
  • O debate ocorre após protestos em Buenos Aires, que terminaram com violência entre policiais e manifestantes; ao menos dois feridos e dezenas de detidos.
  • O projeto reduz as indenizações por demissão, limita o direito de greve, permite pagamentos em espécie e fraciona as férias, entre outras mudanças.
  • A oposição e sindicatos afirmam que a reforma não gerará empregos e pode trazer piora nas condições de trabalho.
  • O governo tenta aprovar alterações no texto para adiantar a aprovação antes de 1° de março, início das sessões ordinárias.

O Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira 11 a reforma trabalhista promovida pelo presidente Javier Milei, com 42 votos a favor e 30 contra. A pauta segue para a Câmara dos Deputados, com expectativa de revisões. A votação ocorreu após protestos em Buenos Aires que terminaram em confrontos entre policiais e manifestantes.

A proposta reduz indenizações por demissão, limita o direito de greve e permite pagamentos em espécie, além de fracionar férias. A CGT classifica as mudanças como negativas para trabalhadores, enquanto o governo destaca simplificação e estímulo a empregos privados.

Durante a madrugada, senadores seguiram discutindo os detalhes da lei, enquanto milhares de pessoas se reuniam na praça ao lado do Congresso. Foram registrados feridos e dezenas de detenidos nos choques com a polícia.

Protesto na praça do Congresso

Representantes de organizações sociais, partidos e sindicatos protestaram com cartazes contra a reforma. Confrontos ocorreram quando manifestantes lançaram objetos contra a tropa de choque, que respondeu com gás lacrimogênio, jatos d’água e balas de borracha.

Uma jornalista da AFP descreveu ferimentos em policial e manifestante, e ouviu vozes que criticavam a repressão. Manifestantes também queimaram contêineres de lixo e bloquearam parte da área próxima ao Parlamento, com deslocamento de agentes.

Federico Pereira, sociólogo entrevistado pela AFP, afirmou que a reforma beneficia principalmente patrões. Transeuntes relataram sensação de precarização e preocupação com direitos trabalhistas.

Rumos do debate e próximos passos

O governo negociou cerca de 30 modificações para acelerar a aprovação na Câmara, com a meta de transformar a reforma em lei antes de 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões. A oposição promete mobilização para impedir ou modificar o projeto.

A deputada Julia Strada indicou resistência interna e sinalizou que a bancada pode dificultar a discussão do tema. Sindicatos de base divergem sobre adesão a uma greve, com avaliação de força das mobilizações.

Ao longo de 2023, a política econômica de Milei resultou em redução de postos formais de trabalho, impacto na construção e na indústria, e mudanças que alimentam o debate sobre empregos e crescimento.

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