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Restrição ao Telegram provoca crise política e críticas ao regime de Putin

Militares, blogueiros e parlamentares criticam a restrição ao Telegram, alertando prejuízos na comunicação com tropas e risco à segurança interna

O ditador da Rússia, Vladimir Putin. (Foto: Sergei Ilnitsky/EFE/EPA)
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  • O regime de Vladimir Putin restringiu o Telegram nesta semana, provocando críticas de militares, blogueiros e parlamentares russos sobre impactos na comunicação de tropas na Ucrânia e possíveis riscos à segurança interna.
  • Segundo a imprensa estatal, a lentidão e as limitações do app geraram oposição na Duma, com o deputado Sergei Mironov, líder do partido Rússia Justa, protestando duramente durante sessão.
  • Mironov entregou uma moção, em parceria com o Partido Comunista, para analisar as medidas contra o Telegram; a proposta foi rejeitada pelo partido governista Rússia Unida e pelo Partido Liberal Democrático.
  • O deputado também encaminhou petição ao Conselho de Segurança pedindo avaliação da pertinência das restrições impostas pelo regulador Roskomnadzor, citando riscos à disseminação de alertas.
  • Ações de críticas incluíram o canal Dva Maiora pedindo envio de autoridades à linha de frente, comentários do correspondente Alexander Sladkov sobre dois golpes para as comunicações, e relatos de tentativas de bloqueio de outros serviços, como o WhatsApp, em meio à promoção do aplicativo russo MAX.

A restrição ao Telegram imposta pelo regime de Vladimir Putin provocou críticas públicas de militares, blogueiros e parlamentares russos. A medida afeta a comunicação entre tropas na invasão à Ucrânia e pode representar risco à segurança interna, segundo relatos na imprensa estatal.

Lideranças da Duma passaram a questionar a atuação do Telegram, citando lentidão de funcionamento. O deputado Sergei Mironov, líder do partido Rússia Justa, pediu avaliação das consequências da proibição em sessão parlamentar. A cobrança ocorreu em meio a debates sobre a utilidade da plataforma para fins militares e civis.

Conforme o registro das discussões, a moção para estudar as restrições foi apresentada em conjunto por Rússia Justa e o Partido Comunista. A proposta foi recusada pelo governo, representado pelo Rússia Unida, e pelo Partido Liberal Democrata. Mironov também encaminhou ao Conselho de Segurança da Rússia uma petição para avaliar a pertinência da medida.

A atuação do Telegram tem sido alvo de críticas de autoridades regionais, entre elas o governador de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, que mencionou possíveis prejuízos à disseminação de alertas em caso de ataques ucranianos. Grupos civis também cobraram respostas regulatórias.

O canal de Telegram Dva Maiora solicitou que o Roskomnadzor e parlamentares conheçam, na linha de frente, como funcionam as comunicações nas áreas de combate. Um correspondente de guerra citou impactos no manejo de informações pelo Exército russo, associando o bloqueio a consequências negativas já vivenciadas com bloqueios anteriores.

No cenário mais amplo, o WhatsApp também tem sido alvo de denúncias de tentativas de bloqueio na Rússia. A promoção do aplicativo russo MAX é apresentada como alternativa doméstica para ampliar o controle sobre as comunicações. O Kremlin não indicou recuo nas medidas referentes ao Telegram.

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