- A atriz albanesa Anila Bisha processa o governo por usar seu rosto e voz para criar o avatar de um “ministro de IA” chamado Diella, membro virtual do gabinete.
- O primeiro-ministro Edi Rama apresentou Diella ao iniciar o quarto mandato, como forma de combater corrupção nas licitações de obras públicas.
- Bisha afirma ter autorizado o uso de sua imagem apenas para um assistente virtual alimentado por IA em um site do governo, não para atuar como ministra.
- A imagem de Diella aparece no topo da lista do gabinete no site do governo, ao lado de Rama e Belinda Balluku, implicada em acusações de interferência em licitações.
- A advogada de Bisha diz que a atriz busca 1 milhão de euros em indenização, e o caso está em fase de decisão judicial para determinar medidas contra o uso da imagem.
Anila Bisha, atriz de cinema e teatro da Albânia, moveu ação contra o governo por usar sua face e voz para criar o avatar de um ministro de IA. O caso envolve Diella, ministro virtual apresentado no governo de Edi Rama, para acompanhar a concessão de contratos públicos e combater a corrupção. A ação legal tramita em meio a críticas sobre privacidade e consentimento.
Bisha alega que nunca autorizou a utilização de sua imagem para fins políticos, apenas para um assistente virtual voltado a facilitar a obtenção de documentos oficiais. Segundo a atriz, a presença de Diella na lista de ministros no site do governo transformou o que era um elemento funcional em uma figura política, gerando assédio online e abordagem indesejada nas ruas.
O governo nega irregularidades e afirma que a ação é improcedente, mantendo abertura para resolver o questionamento na justiça. O porta-voz da pasta publicou que o processo é desnecessário e que o caso deverá ser esclarecido em tribunal. A Justiça deve decidir na segunda-feira se determina a suspensão do uso da imagem.
Contexto do caso
Diella aparece na primeira fila da lista de ministros no site oficial, ao lado de Rama e Balluku, alvo de investigações. A referência pública ao avatar ocorreu após Rama anunciar a iniciativa de um ministro de IA para ampliar o combate à corrupção. A reportagem apura também os desdobramentos políticos decorrentes da controvérsia.
A advogada de Bisha, Aranit Roshi, afirma que a atriz busca reparação por violação de dados pessoais, pleiteando cerca de 1 milhão de euros. O argumento é de que sanções contra instituições estatais podem chegar a 21 milhões de euros em casos de violação de dados, segundo a defesa.
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