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Corte italiana negou todas as testemunhas de Zambelli, revela defesa

Defesa de Zambelli acusa violações ao contraditório após Corte italiana negar todas as testemunhas, com extradição ainda sob avaliação em até cinco dias

Zambelli teria auxílio do depoimento de Eduardo Tagliaferro para sustentar tese de perseguição política no Brasil. (Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados)
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  • Corte italiana negou a oitiva de todas as testemunhas da ex-deputada Carla Zambelli, incluindo Eduardo Tagliaferro, sob alegação de irrelevância.
  • Defesa sustenta que houve severas restrições ao contraditório e à ampla defesa, citando a Constituição italiana para embasar violações ao direito de defesa.
  • Prisão preventiva de Zambelli é contestada; advogados afirmam que não havia risco de fuga, já que os passaportes estavam apreendidos.
  • Defesa critica atuação da Advocacia-Geral da União italiana e questiona a relação do país requerente com o processo, ao passo que o Ministério Público atua contra a dupla cidadania de Zambelli.
  • A Corte de Apelação de Roma tem até cinco dias para decidir sobre a extradição; defesa afirma que pretende recorrer. A Gazeta do Povo procurou posicionamento da AGU e do Ministério da Justiça italiano.

O Corte italiano negou todas as testemunhas indicadas pela defesa de Carla Zambelli no caso de extradição. A conclusão das audiências de instrução ocorreu nesta quinta-feira, 12, em Roma. O advogado de defesa aponta violação ao contraditório e à ampla defesa.

A defesa afirma que as testemunhas essenciais, incluindo Eduardo Tagliaferro, foram indeferidas sob alegação de irrelevância. Segundo o relato, a oitiva solicitada visava demonstrar suposta perseguição política contra a direita. A peça cita a Constituição italiana para fundamentar a queixa.

Eduardo Tagliaferro atuou como assessor de enfrentamento à desinformação do TSE. Desde que deixou o cargo, acusa o ex-presidente do STF de perseguição política. A defesa esperava que o testemunho sustentasse a motivação política do julgamento.

Prisão preventiva e cidadania

A defesa questiona a prisão preventiva de Zambelli, destacando a apreensão de passaportes e a posterior internação na penitenciária feminina de Rebibbia. Alega risco de fuga não configurado no caso específico.

Outro ponto envolve a atuação da AGU no processo. O argumento é de protagonismo excessivo do representante Gentiloni Silveri, com a defesa destacando que o país que pede a extradição não atua como acusador direto.

Cidadania italiana e extradição

O Ministério Público contestou a dupla cidadania de Zambelli, afirmando que a cidadania italiana seria uma fachada. A defesa sustenta que, se reconhecida, a cidadania confere plena condição de cidadão, sem relativização na extradição.

A equipe de defesa pediu a troca de juízes, já recusada pela Corte de Apelação de Roma nesta semana. O recurso volta a tramitar, com a decisão sobre a extradição prevista em até cinco dias.

A Gazeta do Povo confirmou que entrou em contato com a AGU e com o Ministério da Justiça italiano. Os órgãos ainda não se manifestaram.

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