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Homem indiano acusado de complô para assassinar ativista americano admite culpa

Nikhil Gupta admite culpa em plano para assassinato de ativista nos EUA e pode cumprir até 40 anos

Nikhil Gupta is seen in a courtroom sketch in June 2024.
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  • Nikhil Gupta se declarou culpado de três acusações — murder-for-hire, conspiração para cometer murder-for-hire e lavagem de dinheiro — relacionadas a uma tentativa fracassada de assassinar Gurpatwant Singh Pannun, residente nos EUA, em Nova York.
  • Ele pode pegar até quarenta anos de prisão.
  • Gupta atuou sob direção de um funcionário do governo indiano, recrutado por Vikash Yadav, segundo a acusação.
  • A pessoa que deveria executar o ato era, na verdade, uma fonte confidencial que trabalhava com a Administração de Repressão às Drogas (DEA) dos Estados Unidos.
  • O caso está ligado aos desdobramentos envolvendo o assassinato de Hardeep Nijjar, ocorrido em junho de 2023 no Canadá, e às declarações de autoridades sobre possíveis ligações de agentes indianos; a Índia negou as acusações.

Nikhil Gupta, cidadão indiano, se declarou culpado de três acusações criminais nos EUA relacionadas a uma suposta tentativa de assassinato de Gurpatwant Singh Pannun, ativista baseado nos EUA. A operação teria sido orquestrada por um funcionário do governo indiano. A informação foi anunciada pelo escritório do procurador dos EUA em Manhattan.

Segundo as autoridades, Gupta planejou matar um cidadão americano em Nova York, sob a justificativa de defender interesses de terceiros. O réu pode cumprir até 40 anos de prisão, com base em murder-for-hire, conspiração para assassinato e lavagem de dinheiro. A denúncia indica que ele acreditava agir de fora do país.

O caso teve início em junho de 2023, após o assassinato de Hardeep Singh Nijjar no Canadá. Gupta foi extraditado da República Tcheca para os EUA. Ele admitiu que atuava mediante coordenação de um funcionário do governo indiano, identificado como Vikash Yadav, que permanece procurado.

Processo e acusações

Gurpatwant Singh Pannun atua como advogado de grupo pró-independente na região de Nova York. A promotoria informou que Gupta contatou uma pessoa para a execução, que na prática era um informante do FBI. O governo indiano negou envolvimento oficial no caso.

A promotoria ressaltou que a ação pretendia ocorrer nos EUA, utilizando o direito constitucional americano à livre expressão como motivação. A investigação também envolve Ryder de operações de vigilância e cooperação com autoridades indianas, conforme apurado.

Yadav continua foragido e está sob mandado de prisão federal. Não houve comentários imediatos de representantes de Pannun. A agência de justiça dos EUA informou que o processo segue com novas etapas judiciais previstas.

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